Será que tudo valeu a pena?
Um livro rasgado,
versos desmotivados,
Perdi o bonde e a esperança...
Pergunto-me agora:
- Onde foram parar os meus sonhos?
Estão todos guardados em um anel
esquecido no tempo e no vento
Ser mulher por vezes me cansa
Ser mãe as vezes me cansa
Ser humano por vezes me cansa
Queria tanto um coração digital...
Toma tua arrogância,
eu já não preciso dela
Tenho meus próprios defeitos
e com eles vou vivendo
Por vezes tudo que eu queria era um cigarro
desses baratos cheios de esquecimento
Faria com sua fumaça voar meus pensamentos
e sonhos desfeitos com o amargo tempo
Convido todos para adentrar neste meu UNIVERSO PARALELO, repleto de fantasias reais e realidades encantadas.
Páginas
terça-feira, setembro 23, 2008
terça-feira, agosto 26, 2008
Olhos Azuis
Creio que nunca tinha visto teus olhos de tão perto, foi como se naquela noite você me olhasse pela primeira vez nos olhos.
Desculpa te fazer sofrer, queria tanto que um dia você me olhasse com alegria, mas tudo que pude observar foram olhos azuis rodeados de vermelho sangue que pareciam estar a um passo da morte naquele instante.
Cristina nunca tinha sentido algo tão confuso, sabia que era por natureza confusa, mas não sabia que podia sentir um aspecto fisico com tanta intensidade. Em sua memória, perguntava a si mesma:
- O que será que eu estou fazendo com você.
Ela não consiguia entender porque tocava tão profundamente uma alma que até então parecia inatilgivel. Foi como se num instante o principe encantado ao encontrar-se com o dragão reconhecesse que nada poderia fazer contra ele, pois era apenas um homem.
As figuras imaginárias naquela noite se diluiram, nada mais seria como antes, pois da simbologia infantil, Cristina passou a enxergar com olhos que realmente enxergam a verdade através das coisas.
A única coisa na qual pode pensar, foi em abraçar seu principe sem coroa demostrando seu afeto, pois quando as palavras não bastam nos apegamos aos atos que falam mais do que supõem nossa vã filosofia.
Desculpa te fazer sofrer, queria tanto que um dia você me olhasse com alegria, mas tudo que pude observar foram olhos azuis rodeados de vermelho sangue que pareciam estar a um passo da morte naquele instante.
Cristina nunca tinha sentido algo tão confuso, sabia que era por natureza confusa, mas não sabia que podia sentir um aspecto fisico com tanta intensidade. Em sua memória, perguntava a si mesma:
- O que será que eu estou fazendo com você.
Ela não consiguia entender porque tocava tão profundamente uma alma que até então parecia inatilgivel. Foi como se num instante o principe encantado ao encontrar-se com o dragão reconhecesse que nada poderia fazer contra ele, pois era apenas um homem.
As figuras imaginárias naquela noite se diluiram, nada mais seria como antes, pois da simbologia infantil, Cristina passou a enxergar com olhos que realmente enxergam a verdade através das coisas.
A única coisa na qual pode pensar, foi em abraçar seu principe sem coroa demostrando seu afeto, pois quando as palavras não bastam nos apegamos aos atos que falam mais do que supõem nossa vã filosofia.
terça-feira, agosto 12, 2008
Herdeiro das Palavras
Quando eu te vejo sinto uma felicidade tão pura. gosto de olhar teu rosto e perceber alguns traços meus. É como olhar no espelho e se ver diferente, sendo uma pessoa com vestigios de outra.
A cada passo novo, uma sensação de orgulho, cada palavra dita com maior dicção me faz ver em você meu futuro.
Meu herdeiro das palavras, sabia que um dia você vai perceber que essa pessoa sólida que te carrega nos braços e te acaricia cantando até vê-lo dormir não passa de um simples punhado de palavras?
Sinto em não poder te ofertar nada além disso, mas sou assim, me fiz grande atráves de palavras simples. Até mesmo você, querido, começou sendo um amontado de palavras em minha vida, eu mal te sentia e já direcionava palavras a você.
Por vezes eu fico de longe te adimirando, reparando em pequenos gestos seus, num sorriso que demostre maior felicidade ou até mesmo no jeito com que as lágrimas escorrem por seu rosto. Tudo em você parece tão perfeito, sinto que de todas as obras que já escrevi,você foi a mais perfeita que criei, pois só em você consigo enxergar minhas palavras solidificadas e vestígios de um amor tão grande e complexo que as vezes me ultrapassa por ser eu uma pessoa limitada e meus sentimentos do tamanho do mundo.
Quem é você?
Uma pergunta que cabe a você, a cada novo ano responder, mas eu gosto de chama-lo, carinhosamente de meu filho.
DEDICO ESSES ESCRITOS A MEU FILHO NICHOLAS GOMES BRITO, QUE NO ULTIMO DIA 09 COMPLETOU DOIS ANOS DE EXISTÊNCIA, ALGO MELHOR QUE A VIDA, POIS É TENDO A CERTEZA DA EXISTÊNCIA QUE PODEMOS DIZER QUE VIVEMOS.
quarta-feira, agosto 06, 2008
A Espera
Não conseguia mais suportar aquela situação, como podia continuar a ter esperanças se metade importante dela era desacreditado tão cruelmente?
Por anos esperou um sinal de que as coisas iriam mudar e por fim aquela existência teria um sentido positivo, mas nada mudava, tudo continuava absurdamente igual.
Para ela, amor implicava em aceitação e por anos aceitou as qualidade e defeitos alheios com a esperança de reciprocidade. mas tudo o que via era uma pessoa absurdamente egoista que sentia, sim, algo por ela, mais não forte de maneira que fosse capaz suportar todas as crise.
Naquele dia resolveu não pensar no passado e nem no futuro, apenas atravessou a rua de olhos fechados e se foi.
Por anos esperou um sinal de que as coisas iriam mudar e por fim aquela existência teria um sentido positivo, mas nada mudava, tudo continuava absurdamente igual.
Para ela, amor implicava em aceitação e por anos aceitou as qualidade e defeitos alheios com a esperança de reciprocidade. mas tudo o que via era uma pessoa absurdamente egoista que sentia, sim, algo por ela, mais não forte de maneira que fosse capaz suportar todas as crise.
Naquele dia resolveu não pensar no passado e nem no futuro, apenas atravessou a rua de olhos fechados e se foi.
quarta-feira, julho 30, 2008
Revivendo
Levantou da cama como se fosse outra pessoa, correu para o banheiro, pois andar naquela manhã seria impróprio. Tomou seu café com a alegria de quem faz a primeira refeição após um longo jejuar. Caminhou pela rua de chinelas para sentir o vento batendo em seus pés,soltou os cabelos para sentir-se bela como a muito tempo não se sentia.
Sua felicidade era brilhante e tinha o sabor de seu chocolate preferido, aquele que a tempos não comia. Andou de volta até sua casa e ao chegar lá ficou olhando-a como se aquele imóvel não lhe fosse familiar, caminhou até a porta e quando entrou em casa deu um grito, não foi um grito de espanto, mas um desses sons que a gente solta quando está explodindo de alegria. Naquele momento, sentiu a mesma sensação que a criança sente ao nascer: a alegria do desconhecido familiar.
Desde aquele dia, Natália passou a ser feliz, pois depois de anos lutando contra a anorexia, finalmente nascera para a vida, descobrindo que a real beleza se esconde nas pequenas coisas que conseguimos sentir.
Quanto ao espelho....
Esse passou a ter menos importância diante da vida e de suas possibilidades.
Sua felicidade era brilhante e tinha o sabor de seu chocolate preferido, aquele que a tempos não comia. Andou de volta até sua casa e ao chegar lá ficou olhando-a como se aquele imóvel não lhe fosse familiar, caminhou até a porta e quando entrou em casa deu um grito, não foi um grito de espanto, mas um desses sons que a gente solta quando está explodindo de alegria. Naquele momento, sentiu a mesma sensação que a criança sente ao nascer: a alegria do desconhecido familiar.
Desde aquele dia, Natália passou a ser feliz, pois depois de anos lutando contra a anorexia, finalmente nascera para a vida, descobrindo que a real beleza se esconde nas pequenas coisas que conseguimos sentir.
Quanto ao espelho....
Esse passou a ter menos importância diante da vida e de suas possibilidades.
sexta-feira, julho 25, 2008
O Caso das Pipas
Era o tipo de sujeito que não se importava em ser nada além daquilo que esperavam. Nascido em uma família humilde que sonhava em ganhar o titulo de "classe média", mas em tempo de crise se contentavam em ter o que comer, mesmo sendo apenas arroz e feijão.
Mas a família não importava, muito menos o que acontecia ao seu redor, o mundo era muito grande para que Marcelo perdesse o tempo pensando em cada ponto dele. Tudo o que interessava para ele eram os pipas, azuis, verdes, com desenhos, rabiolas das mais diversas formas. Seu mundo era feito de longas olhadas para o céu, unico lugar onde encontrava beleza.
Passou pela escola, como uma sombra, um número, só aceitava aquela rotina, pois fora a unica exigência de sua mãe para com ele. Mesmo assim, quantas não foram as vezes em que o garoto perdera a aula para correr atrás de um sonho de outro que caia lá do céu em forma de pipa.
Chegou a idade adulta, tinha que trabalhar para comer e principalmente para conseguir comprar mais pipas. Aceitou um trabalho onde se trabalhava muito e ganhava pouco, porém, nos intervalos seu patrão deixa- o empinar suas pipas.
Entre uma lavagem de carro e outra, entre uma marmita fria e um pedaço de pão dormido, Marcelo levava a vida contentando-se em contemplar a dança das pipas que flutuavam lá no céu.
Um dia, enquanto Marcelo preparava sua pipa para mais um vôo, ocorreu o fato que agora foi lhes contar. Em um olhar rápido avistou uma bela pipa que caia sem dono para lhe amparar, ela era vermelha, de um vermelho tão intenso que não poderia ser desperciçado entre os carros. Quando ele imaginou o triste fim daquela pipa, seu coração se arrebentou em mil pedaços e ele foi tomado pela subta vontade de salva-la. Em movimentos rápidos se pós a correr entre os carros, desviando de uns, sendo xingado por outros motoristas, pouco importava, ele suportava qualquer coisa, menos ver uma pipa ser destruida. Em um pulo rápido, o moço apanhou o objeto, sorriu para a pipa que repousava em suas mãos e depois nada...
Mais tarde, o motorista que estava ao celular, tentava se explicar para a policia, enquanto removiam o corpo do rapaz do meio da rua, os paramédicos olharam para um bazar que ficava do outro lado da rua e leram na placa: PROMOÇÃO, PIPAS POR APENAS R$0,50 CENTAVOS.
quinta-feira, julho 24, 2008
Três ao Luar

Eram uma familia incomum, mais eram. A noite, todas as suas diferenças, dificuldades e distâncias não existiam. Apenas a lua brilhava no céu prateada entrando pela janela do quarto iluminando seus corpos. Naquele momento nada diziam, nem se mexiam, apenas olhavam a lua e em coro pensavam: A FELICIDADE NOS ESPERA DO OUTRO LADO.
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