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quinta-feira, junho 19, 2008

Escadas

A metáfora da escada se aplica a minha vida, pois estou em constante subida rumo ao desconhecido.
O problema é que essa escada tem degraus tão grandes e largos, que é necessário grande esforço a cada novo passo.
O amor me dá forças e atormenta, planos futuros me deixam temerosa, traumas passados deixam minha vista nublada.Tudo isso atrapalha a caminhada, mas a desistência deve ser algo desconhecido neste percurso.
Voltar atrás, jamais, seria como se jogar num abismo sem fim, onde a unica saída é deixar-se cair sem nada esperar.
É com lágrimas nos olhos e a esperança de um sorriso futuro que escalo mais um degrau, iniciando assim, novo ciclo de tormentos e mudanças necessárias.
Mesmo com tantos desafios, acreditem: VIVER É BOM, e eu vou fazer da minha vida obra e não rascunho de dias tão perfeitamente iguais.

quinta-feira, junho 12, 2008

Entre as Mãos


Uma náusea no estomago, nervosismo puro, em suas mãos um papel, uma folha dobrada, ela abre a folha e começa a falar:

-Podia lhe falar da beleza de tantas coisas, queria lhe mostrar que mesmo a vida sendo dura ela pode ser boa, queria tanto que você soubesse sobre tudo que eu sinto, que apesar do pranto toda dor está sumindo, e no lugar do incomodo que tomava o meu ser, esculpi um retrato teu pra poder sempre lhe ter.

Somos tão diferentes, mas quem nessa vida é igual? Seria tão banal ser apenas mais um casal, mas temos objetivos, metas e planos futuros, e com nossas formas construiremos nosso mundo.

Não eu não sou sonhadora, só mantenho esperanças, de poder levar da vida algo mais que simples lembraças, quero fazer sentido e ser sentida por alguém, pois nessa vida o que me salva é ser amada por alguém.

Você entrou na minha vida pra me dar sentido, e agora tudo que me importa é lutar e ficar contigo, se você me permite agora vou me declarar, mostrar a ti quanto te amo e sempre ei de amar.

Ele ri dos versos tão infantis, trata a garota até que certa irônia no olhar, ela não responde a suas eternas provocações, entrega a folha ao rapaz e sai andando em direção a lua que começa a aparecer no horizonte.

Curioso abre a folha pra ler novamente aqueles versos infantis, mas graciosos longe dos olhos dela, pra pensar sobre o assunto com mais calma. Qual não foi sua surpresa ao abrir a folha e notar que ela estava em branco. Ali, apenas uma alternativa: o recomeço

O que ele vez com a folha? Não sei dizer, apenas posso afirmar que a estação ainda não acabou.


quarta-feira, maio 28, 2008

CIRANDA

E é assim, girando, cantando, chorando, acreditando, amando que construo o meu caminho.
Porque minha ciranda é viva, não é estática, todos os dias ela me gira para uma nova direção,
mas nunca me desvia dos meus desejos.
Construo uma casa ao redor dessa ciranda, construo uma familia e protejo ela das rodadas da vida, choro com os que amo, pois só eles merecem minhas lágrimas e esforços.
E ao final do dia, encantada com a magnifica beleza das cousas pequenas, me ponho a dormir e em sonhos vou rodopiar, como a bailarina que não cansa de dançar.

quarta-feira, maio 14, 2008

CONVITE




É sempre bom lembrar que nem todos os escritores estão mortos, muitos vivem e escrevem coisas belas, por isso, vale a pena considerar esse convite como um bom evento para preencher uma tarde vazia de sabado.






Leticia Brito






RETRATOS URBANOS REÚNE CRÔNICAS DE 46 NOVOS AUTORES

Décima sexta antologia da Andross Editora, a terceira só este ano, chega às livrarias no final do mês.

A crônica surgiu no início da era cristã, não como um gênero literário, mas sim como uma forma de ordenar os acontecimentos, sem aprofundá-los ou tentar interpretá-los.

Com o passar dos séculos, autores foram acrescentando, a esta visão impessoal dos fatos, elementos que, hoje, se tornaram uma espécie de marca registrada da crônica literária: o humor irônico, a linguagem ágil, a perspectiva em primeira pessoa, a visão pessoal das cenas do cotidiano.

Retratos Urbanos (Andross Editora, 160 páginas, R$ 25,00) reúne 47 crônicas escritas por 46 autores em início de carreira e organizadas por Edson Rossatto, editor da Andross.

As histórias relatam fatos que supostamente aconteceram com os autores e, num processo de identificação típico deste gênero, encontram eco nas memórias dos leitores, que já se depararam com situações pelo menos semelhantes: a indignação que antecede um exame de toque retal, as divagações do motorista parado no trânsito congestionado, a saudade do tempo dos bondes elétricos.

Retratos Urbanos é mais uma antologia da Andross Editora com textos inéditos de novos autores, que encontram neste formato uma oportunidade de publicar suas histórias. Foram analisadas 250 obras de autores de vários estados brasileiros, durante quase um ano, até se chegar aos 47 selecionados.

Esta é a 16ª antologia que a Andross lança em seus mais de três anos de mercado, a terceira somente neste ano. Por este sistema, a editora já publicou mais de 600 autores, de 14 a 68 anos, do ensino médio ao doutorado, amadores e profissionais. Alguns dos que estrearam nas antologias da Andross hoje já têm obras publicadas individualmente por outras editoras.

TRECHO:
Aqui estou, em um pub inglês de Ipanema, tomando uma maldita cerveja de treze reais e espreitando a ruiva que – eu julgava – estaria dando mole para mim. A frase acima contém uma série de incongruências que convém serem analisadas separadamente. Um pub irlandês em Ipanema, no quarteirão da praia. Em vez de as pessoas irem à praia, a um quiosque ou que o valha, vão a um recinto abafado, onde a fumaça de cigarro estaciona preguiçosamente sob o teto baixo, as cadeiras desconfortáveis estão sempre tumultuando a passagem e uma estante de livros tem edições antigas de Joyce, como se alguém no mundo afora, meia dúzia de freaks lesse Joyce. Outra incongruência era a cerveja de treze reais. Cerveja! Treze reais! Não vou perder tempo desenvolvendo.




“Coadjuvante”, de Pedro Vieira

Sobre a Andross Editora




Com mais três anos de mercado e 25 títulos publicados, a Andross Editora nasceu no campus da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, para abrir espaço aos alunos que não tinham condições de publicar seus primeiros textos. Iniciou as atividades com obras acadêmicas, cresceu e se manteve graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias. Até hoje, a editora já lançou 16 livros deste tipo, e está com inscrições abertas para mais 4 até o final do ano.

LANÇAMENTO

RETRATOS URBANOS - CRÔNICAS

Vários autores – Organização: Edson Rossatto

DATA: 17 de maio
LOCAL: Casa das Rosas – Avenida Paulista, 37 – São Paulo – SP
HORÁRIO: das 16h às 19h
Informações: www.andross.com.br


Mais informações para a imprensa:
ANDROSS EDITORA
Edson Rossatto
Contato pelo telefone: (11) 2943-7687
edson@andross.com.br

terça-feira, abril 29, 2008

Desafio



Uma folha em branco pode render-me um conto, um poema, uma crônica que o falha.

As pessoas que me fitam com seus olhos de águia a espera do meu próximo erro são o ponto fraco de minha existência.

Por que as pessoas não podiam ser todas assim como um poema, todas profundas e cheias de sentimento? Mas elas preferem ser conto, daqueles com começo, meio e fim. Ninguém ousa viver mais do que a própria humanidade lhes permite. Todos querem fazer parte do meu grande juri popular.

Entre problemas com o escuro, olhos inquisidores, sinto-me desolado, terrivel, horrivel...

Pudera alguém, em meio a essa gente me fitar com o coração?

A resposta vem da menina que eu não vejo, mas me fita, com sua saia cor de palha, natural como uma brisa, com sorriso ela me aprova e com os olhos vem me dizer.

- Meu caro poeta, pegue a pena e vá escrever. Seu maior palco é seu coração, e nele você sempre irá brilhar.

A Edson Bueno de Camargo poeta que não conheço, mas adimiro.

terça-feira, abril 22, 2008

Paredes


Vivia sozinho, seu mundo limitava-se ao espaço do seu quarto. Lá dentro ele era quem gostava de ser, ele era tudo o que podia ser e sua única janela para o mundo era a tela de um computador.
Pelo visor conhecia as cidades que desejava visitar, as garotas que desejava amar, a vida que desejava ter e não tinha.
Quando saia da sua proteção, utilizava uma quantidade enorme de disfarces, sempre com a mascara mais conveniente para a ocasião.
Mais seus olhos, que olhos eram aqueles, tão belos e tão tristes, escondiam uma tal melancolia de alma jogada dentro de um poço.
Será que não precisava de ajuda?
Não, é tolo tentar, ele não reclama, não reage, apenas foge, nada além.
Sentia tudo a flor da pele, mas nada era verdadeiro, todas as sensações que experimentava, eram disfarces de um frieza de coração e de vida.
Como ninguém nunca teve a coragem de dizer-lhe: EU TE AMO?

-Me dá sua mão, se você está dentro de um poço, eu te seguro até você subir.
- Não, não se aproxime de mim.
- Tarde demais, já me apaixonei por ti.

Garoto triste, sei que vais conseguir um dia enxergar além do que pode se ver, o teu caminho é de subida, só temo por saber que quando estiveres no topo, não mais estarei com você. Sou apenas a escada que se posicionada na tua janela lhe oferta outros caminhos e mundos a conhecer.
E ele já não é mais pequeno, és todo homem e frio, frio como um homem deve ser. Calcula, planeja, se ocupa, descansa e foge. A única coisa de menino que lhe restou foram as fugas, desaparece da vida que tem, pra fingir que nada de ruim lhe ocorreu. Some sempre quando eu desejo deitar-lhe em minhas pernas e dizer-lhe:
- Não tenha medo, sempre estarei contigo.
Mesmo sendo uam grande mentira é sempre tão bom se enganar, quando o assunto é o amor.
O homem saiu de sua caverna e tornou-se grande, a escuridão de seus olhos agora fere a minha alma, pois atraves deles vejo paredes que dizem o tempo inteiro que devo manter distância.
Obedientemente, volto para o meu posto de espera, quando o menino precisar eu estarei aqui, eu sempre estarei no mesmo lugar de braços abertos.
Mentira...
Hoje a muralha ergueu-se entre nós e entre mortos e feridos caminho para um lado, enquanto você sabiamente foge de mim em outra direção.
ADEUS MEU GRANDE AMOR, FOI BOM ENQUANTO DUROU.
Será que você alguma vez existiu?

Pro dia Nascer Feliz

- Eu preciso de dinheiro, agora.
- Eu queria dormir até tarde.
- Café da manhã na cama.
- Telefone pela madrugada.
- Eu preciso trabalhar.
- Eu preciso correr.
- Tenho uma vital necessidade de viver.....

Para amanhecer para um mundo de impossibilidades e desejos, só precisava ter asas, para que com elas eu pudesse voar sobre o céu das coisas possíveis e pousar no teu colo num abraço.