É pecado não se importar?
É pecado não se importar quando dizem que você está errado
Pensando em esperança e vários sonhos que não estão lá?
É pecado não se importar quando você desperdiçou muitas horas
Conversando infindavelmente com qualquer um que esteja lá?
Eu sei que a verdade me aguarda
Mas ainda sim hesito por causa do medo
Fugir de multas fazendo rimas
É só nisso que você acredita?
Vestindo trapos para deixá-lo bonito pelo design
Enferrujando armaduras pelo efeito
Não é divertido ver a ferrugem aumentar
Porque ela estará por todos os lados quando você estiver morto
Contando ações e se agarrando a pensamentos
Às margens do rio onde o musgo cresce
Por cima das pedras, a água correndo o tempo todo
É pecado quando você sorri mesmo querendo chorar
Mesmo podendo ficar doente a qualquer hora?
Mas se houvesse alguma seqüela
Você me amaria como um igual?
Você me amaria até eu morrer?
Se houvesse alguma seqüela
Você me amaria como um igual?
Você me amaria até eu morrer?
E se houvesse alguma seqüela
Você me amaria como um igual?
Você me amaria até eu morrer?
Ou existe outra pessoa que não eu?
Ando com um tanto de receio de escrever, por isso pego palavras emprestadas para tentar gritar ao mundo algo que eu estou sentindo, a necessidade de um complemento que não seja falso e nem passageiro. Uma das minhas grandes utopias, que espero um dia desses alcançar.
Convido todos para adentrar neste meu UNIVERSO PARALELO, repleto de fantasias reais e realidades encantadas.
Páginas
quarta-feira, março 19, 2008
segunda-feira, março 03, 2008
Num dia normal, nem de chuva e nem sol, ela olhou para o espelho que refletia uma imagem que não era feia nem bela. Caminhou até a portão e saiu para pegar o seu ônibus de sempre. Andou em direção ao trabalho como normalmente fazia. Sentou-se em sua mesa e cumpriu as funções do dia, uma pausa, um salgadinho, volta ao trabalho, leitura de seu jornal normal.Entrou no ônibus e voltou pra casa como normalmente fazia. deu um beijo em seu filho, leu emails, assistiu videos infantis. Recebeu um telefonema que não fora programado, sentou-se em frente ao computador e escreveu uma porção de palavras absurdamente normais. Ouviu seu filho e foi dormir, com a certeza de que em sua vida normal algo extremamente diferente aconteceria: ELA IRIA SONHAR COM MUSICA E POESIA.
domingo, fevereiro 24, 2008
A Outra
- Fecha a porta, não quero que ninguém me veja.
- Por quê?
- Não tenho que explicar, eu só quero fugir. Será que você não pode me compreender?
- Por quê
- Horas, não lhe devo satisfações, eu só quero ficar no escuro.
- Mas os teus olhos... Você está chorando?
- Claro que estou, deveria ser diferente, tenho motivos para pensar que tudo vai acabar bem. Por Deus, olhe para mim e diga, você ainda vê alguma coisa aqui.
- Uma sombra... Onde está você?
- Eu fui com o vento em direção a incerteza, eu acreditei tanto que a decepção foi enorme, gigante.
- Mas a vida não está perdida.
- Minha causa está, já não me importo com possibilidades, não tenho mais a visão otimista de antes.
- Você envelheceu.
- Não, eu só morri.
- Transformece em uma Fenix.
- Não quero mais a vida, basta olhar em meus olhos que você perceberá, o que eu quero é desaparecer.
- Mas você tem talento.
- Um talento de merda que não me leva a lugar algum. Sou tão parecida com milhares de pessoas que possuem o mesmo sonho.
- Venha para os meus braços, eu te ajudo.
- Tarde demais, tua palavra já me destruiu....
Caminhou em direção ao quarto escuro e trancou-se, apenas com sua máquina de escrever e alguns poucos mantimentos. Não queria um computador, pois com ele podia tocar o mundo e nem ao menos queria se tocar.
Sabia da sua aparência pouco agradável, mas tudo o que desejava era morrer, sempre fora alguém de sonhos fáceis, o problema é que nunca conseguiu realizar um mero desejo sequer.
Refletindo sobre a vida, chegou a conclusão de que todo o sonho que tivera fora mutilado, ela era a criação final de uma retalhação iniciada a tempos atrás.
Não conseguira ter aquele amor encantado, aquele primeiro beijo, tornara-se mulher de um modo tão amargo, que até hoje julga que o melhor era ter morrido após aquela noite. Tudo ao seu redor era tão falso, que quando saiu de sua redoma, descobriu que o que via lá fora era mera ilusão.
Meus olhos foram sempre cegos, nem eles permaneceram belos com o tempo.
"A dor é inevitável, o sofrimento é opicional"
Tinha plena consciência de seus atos e de sua auto mutilação, sabia que optará pelo mais dificil, pelo que destrói. Mas já não via possibilidade de voltar atrás, não via mão alguma estendida em sua direção, somente responsabilidades e vontade de sumir.
Do escuro surgiu a luz, e da luz um sorriso que implorava por uma brisa leve que a animasse a mudar. Um sentimento forte lhe fazia chorar , eram tão quente suas lágrimas que dormiu como uma criança por cima delas.
O espelho não a recolhecia, nem ela mesmo conseguiu se suportar, de imediato levantou-se, foi até a janela e a abriu, a paisagem não a confortará, era tudo tão cinza e escuro... Tudo tão artificial a sua volta.
Quis gritar, não tinha forças, apenas permaneceu com olhar parado em direção ao infinito de sua alma. Olhava pra dentro de si, como quem adimira uma obra de arte complexa.
Decidiu naquela noite que ela morreria, não importa a maneira, se lento ou rápido, se com veneno ou cortes. Só queria encontrar a paz dos que tem medo de continuar.
Um chamado em sua direção fez com que aqueles sentimentos fossem deixados de lado, fechou a janela, caminhou até o berço e pós a criança em seus braços.
De manhã se levantou, tomou banho, deu um beijo na criança sonolenta e saiu, sabendo que continuaria um rotina estupidamente chata, por uma vida melhor e mais digna, sempre a flertar com o seu interior suicida.
- Por quê?
- Não tenho que explicar, eu só quero fugir. Será que você não pode me compreender?
- Por quê
- Horas, não lhe devo satisfações, eu só quero ficar no escuro.
- Mas os teus olhos... Você está chorando?
- Claro que estou, deveria ser diferente, tenho motivos para pensar que tudo vai acabar bem. Por Deus, olhe para mim e diga, você ainda vê alguma coisa aqui.
- Uma sombra... Onde está você?
- Eu fui com o vento em direção a incerteza, eu acreditei tanto que a decepção foi enorme, gigante.
- Mas a vida não está perdida.
- Minha causa está, já não me importo com possibilidades, não tenho mais a visão otimista de antes.
- Você envelheceu.
- Não, eu só morri.
- Transformece em uma Fenix.
- Não quero mais a vida, basta olhar em meus olhos que você perceberá, o que eu quero é desaparecer.
- Mas você tem talento.
- Um talento de merda que não me leva a lugar algum. Sou tão parecida com milhares de pessoas que possuem o mesmo sonho.
- Venha para os meus braços, eu te ajudo.
- Tarde demais, tua palavra já me destruiu....
Caminhou em direção ao quarto escuro e trancou-se, apenas com sua máquina de escrever e alguns poucos mantimentos. Não queria um computador, pois com ele podia tocar o mundo e nem ao menos queria se tocar.
Sabia da sua aparência pouco agradável, mas tudo o que desejava era morrer, sempre fora alguém de sonhos fáceis, o problema é que nunca conseguiu realizar um mero desejo sequer.
Refletindo sobre a vida, chegou a conclusão de que todo o sonho que tivera fora mutilado, ela era a criação final de uma retalhação iniciada a tempos atrás.
Não conseguira ter aquele amor encantado, aquele primeiro beijo, tornara-se mulher de um modo tão amargo, que até hoje julga que o melhor era ter morrido após aquela noite. Tudo ao seu redor era tão falso, que quando saiu de sua redoma, descobriu que o que via lá fora era mera ilusão.
Meus olhos foram sempre cegos, nem eles permaneceram belos com o tempo.
"A dor é inevitável, o sofrimento é opicional"
Tinha plena consciência de seus atos e de sua auto mutilação, sabia que optará pelo mais dificil, pelo que destrói. Mas já não via possibilidade de voltar atrás, não via mão alguma estendida em sua direção, somente responsabilidades e vontade de sumir.
Do escuro surgiu a luz, e da luz um sorriso que implorava por uma brisa leve que a animasse a mudar. Um sentimento forte lhe fazia chorar , eram tão quente suas lágrimas que dormiu como uma criança por cima delas.
O espelho não a recolhecia, nem ela mesmo conseguiu se suportar, de imediato levantou-se, foi até a janela e a abriu, a paisagem não a confortará, era tudo tão cinza e escuro... Tudo tão artificial a sua volta.
Quis gritar, não tinha forças, apenas permaneceu com olhar parado em direção ao infinito de sua alma. Olhava pra dentro de si, como quem adimira uma obra de arte complexa.
Decidiu naquela noite que ela morreria, não importa a maneira, se lento ou rápido, se com veneno ou cortes. Só queria encontrar a paz dos que tem medo de continuar.
Um chamado em sua direção fez com que aqueles sentimentos fossem deixados de lado, fechou a janela, caminhou até o berço e pós a criança em seus braços.
De manhã se levantou, tomou banho, deu um beijo na criança sonolenta e saiu, sabendo que continuaria um rotina estupidamente chata, por uma vida melhor e mais digna, sempre a flertar com o seu interior suicida.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
A Mulher que eu não Sou
A mulher que eu não sou, hoje seria bailarina, e estaria sorrindo e dançando num teatro repleto de magia.
Falaria várias linguas e seria compreendida por todos que a cercam.
Seria tão sensivel e bela que pareceria uma flor rara e forte que vive, teimosa, no deserto. Conversaria com o vento e sentiria o brilho das estrelas em seus olhos, bem como o luar dentro do peito.
Conheceria mil países, diversas pessoas e sentiria-se fazendo parte de um plano maior.
Seria espiritual, mortal, sentiria a paz que só o sono traz a mentes atormentadas e doentes pela falta de um minuto de contemplação
Não ligaria para o corpo, semtiria=se bela, e descreveria suas imperfeições como verdadeiros traços de uma mulher original.
Usaria maquiagem para disfarçar as olheiras causadas pela insônia de noites que preferia viver e não dormir.
Teria seu próprio espaço, seu mundo particular, onde só entrariam convidados, bem amados. somente aqueles que valem a pena.
Não se preocuparia tanto com dinheiro, pois conseguiria encontrar no meio do caminho, alternativas para sempre fazer o que gosta.
Seria livre para amar sem medo, para amar em paz...
A mulher que eu não sou SERIA, enquanto a mulher que eu sou só É.
Queria uma nova utopia, ou quem sabe relembrar como faço para sonhar.
Falaria várias linguas e seria compreendida por todos que a cercam.
Seria tão sensivel e bela que pareceria uma flor rara e forte que vive, teimosa, no deserto. Conversaria com o vento e sentiria o brilho das estrelas em seus olhos, bem como o luar dentro do peito.
Conheceria mil países, diversas pessoas e sentiria-se fazendo parte de um plano maior.
Seria espiritual, mortal, sentiria a paz que só o sono traz a mentes atormentadas e doentes pela falta de um minuto de contemplação
Não ligaria para o corpo, semtiria=se bela, e descreveria suas imperfeições como verdadeiros traços de uma mulher original.
Usaria maquiagem para disfarçar as olheiras causadas pela insônia de noites que preferia viver e não dormir.
Teria seu próprio espaço, seu mundo particular, onde só entrariam convidados, bem amados. somente aqueles que valem a pena.
Não se preocuparia tanto com dinheiro, pois conseguiria encontrar no meio do caminho, alternativas para sempre fazer o que gosta.
Seria livre para amar sem medo, para amar em paz...
A mulher que eu não sou SERIA, enquanto a mulher que eu sou só É.
Queria uma nova utopia, ou quem sabe relembrar como faço para sonhar.
sábado, janeiro 26, 2008
Raridade

Encontrei em meu caminho uma flor unica, tão bela e rara que tinha medo de possui-la. Porque quando os sonhos se aproximam, nos sentimos aterrorizados com o desafio de inventar novas utopias. Mais estranho do que acordar e notar que nos transformamos em um inseto, é adimitir o fato de que seguir em frente é a unica solução para se viver. Não há estrada de volta, nem caminho mais seguro, somente vida, seguida de vida e mais vida.
Numa fração de segundos, o desespero toma nosso coração e tudo que queremos é chorar, voltar atrás, talvez uma infância ou um platonismo para sossegar nossa alma sofredora. Mas a vida tem que doer pra ser verdadeira, assim os momentos de sossego serão mais belos, os toques serão mais intensos, o silêncio terá mais sentido, e a gente vai aprendendo a viver.
O problema das flores raras é que por serem especiais demais,nós fugimos delas e nunca chegamos a descobrir se elas valeriam a pena, nos resignamos a um instante de beleza para uma eternidade de sonhos. Em resumo: temos medo
Não julgo a atitude de fugir de flores errada, por vezes é mais fácil, a gente sofre menos quando decidi ignorar... Eu não ignorei minha flor, mas ela ficou tão entediada com a minha adimiração que murchou. Acabou-se o encanto, eu virei mulher, mãe, e deixei de lado a possibilidade de sonhos concretos.
Queria voltar no tempo, para conseguir (quem sabe) ser rara, e não essa sombra opaca de um flor amarela e sem vida que brotou em meio ao asfalto. Mas a vida é uma estrada reta, não a possibilidade de fuga, temos que seguir, tenho que seguir. Só peço encarecidamente, não tenham pena de mim..
sábado, janeiro 12, 2008
AVALIAÇÃO ANUAL

2007: o ano em que eu tive que crescer, me tornar maior do que sou em espirito para aguentar os desafios que viriam pela frente.
O ano que passou começou numa praia, ao lado das duas pessoas mais importantes da minha vida, com a chuva caindo, a febre tomando conta de um, e os gritos incomodando o outro.
Este ano fui casada, divorciada, mãe solteira, caso, namorada, sai e voltei pra casa tudo de uma vez só.
Este ano senti tudo a flor da pele, tornei-me uma pessoa mais sensivel, menos dura comigo e com meus desejos.
Este ano recomecei do zero, tive que refazer planos já traçados, mudar rotas, mudar de idéia, aceitar o novo diante dos meus olhos.
Este ano eu odiei ser mãe, mas depois me encantei com a responsabilidade, com os pequenos atos, com o crescimento que minha vontade não impede.
Este ano chorei ouvindo Oswaldo Montenegro e pensando em tudo isso, temendo o futuro com base no passado, sentindo a presença daquele que me consola desde criança em sonhos.
Fiquei mais desconfiada, um tanto mais alerta, tornei-me uma boa mãe na medida em que me permiti ser. Adiquiri um tanto mais de voz e furia, coisas que reprimia antes. Descobri que posso fazer as coisas do meu jeito que consigo acertar.
Me perdi em meu a planos tortos que julgava essencias, mais foram falhos.E no final de tudo isso ainda consegui forças para arrumar as malas, olhar para o lado e acreditar que posso e conseguirei ser feliz.
É , foi um ano valido, dolorido e belo como a própria vida deve ser.
terça-feira, outubro 30, 2007
Condena-me
Ao amor eu me entrego sem pudor, que me atirem pedraS, não temo o julgamento, temo apenas a solidão.Me amarra junto ao teu peito, me carrega na tua mente, no teu corpo, no teu coração. Porque meuS sentimentos são como vírus que desejam percorrer o teu ser, conhecer tudo sobre você.
Não me importo com as torturas, que venha o fogo, o ferro, a dor... O que é a dor se não o medo que esperam que eu sinta?
Eu não faço o esperado, vivo de improviso, de momento, de impulso. Só me mata aquele que me olhando finje não me ver e são poucas as pessoas que não notam minha presença, pois consigo ser luz, quando a maioria das mulheres se faz escuro e mistério. Pensam, as tolas, que isso é chamar a atenção, eu acredito que isso é carregar um enorme buraco, esperando um preenchimento que só as mesmas poderiam efetuar.
Bruxa, fada, louca, vadia, o que são os rótulos?
Rótulos existem por um desejo que os homens tem de controlar o espirito livre de suas mulheres, mulheres que só desejam um abraço e todo amor sincero que possa receber de um homem. Mulheres são seres celestes que só desejam possuir as rédeas de suas próprias vidas em mãos.
Vôce deseja me amar, ou me amaldiçoar?
Queres minha vida ou viver a vida comigo?
Não sou submissa quando me deixo envolver em teus braços, pois me entrego a você a medida em que sinto que és meu igualmente, meu desejo não é pose, meu desejo é partilha.
Vão me xingar, me punir, me crucificar, que venha a santa e madre igreja com sua inquisição, não tenho medo do que todos chamam de fé, moral, bons costumes.
Prefiro ser julga, uma estranha na multidão, do que uma mulherzinha castrada com um lar e sem coração.
Porque meu sonho é radiante, meu ser é forte, meus sentimentos puros, meus desejos profundos, nunca irei desistir de sonhar, pois por mais que tentem me matar, sempre haverá vida em m'alma.
Rasgue meu corpo, pois minha alma ninguém pode alcançar.
COMENTÁRIO CRETINO OU PS:
No dia das bruxas, só pra contrariar, eu quero ser uma fada de luz num bosque encantada a voar. rsrsrsrsrs
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