Páginas

terça-feira, outubro 12, 2010

O Vampiro


Por Nicholas Gomes Brito

Era uma vez um dia das bruxas , era uma festa de terror onde o Corpo Seco, o Lobisomem, o Vampiro, a vampira e o medo foram. E ai aconteceu uma coisa horrorosa, um vampiro e um vampira de verdade beberam o sangue de um gatinho bonito que estava na janela da casa, depois eles beberam o sangue de uma cachorra que também passou perto da janela.

Depois um monte de vampiro e vampiras vieram e beberam o sangue de todos os animais da cidade, e todos os animais ficaram com muito medo e acabaram virando vampiros. Daí o cachorro disse:

- Eu não queria isso, meu Deus.

Foi quando veio um dinossauro enorme que comia vampiros e vampiras e comeu todos eles, daí os animais deixaram de ser vampiros e todos ficaram bem.

E Fim.


PS: Para celebrar o dia das crianças um texto escrito pelo meu filho. E viva as crianças e sua incrivel capacidade de mostrar que não existe definição exata ou romântica para definir uma criança.

sábado, outubro 09, 2010

Sem Bandeiras

Manhã de sábado de um pré feriado, 185 jovens militantes de esquerda e representantes de vários sindicatos se reunem em um espaço para discutir as teorias de Marx. Em que ano estamos? 2010.
Sim, em pleno século vinte e um, marcados pela intensa globalização e crises ideológicas, jovens se reunem para discutir teorias socialistas, o que não deixa de ser irônico visto que estamos tão mergulhados e presos aos modelos capitalistas que qualquer discussão fora desse modelo de pensamento parece ser ultrapassado ou mesmo ilusório.
A sala onde acotneceu a reunião estava enfeitada com muitas bandeiras, entre o seleto grupo militantes do MST, representantes do Sindicato dos Bancários, Engenheiros, Funcionários Publicos, Representantes Educafro, movimentos negros, ONGS e até mesmo a ilustre presença de alguns representantes da torcida organizada Gaviões da Fiel. Todos em perfeita harmonia e silencio a procura de conhecimento e respeito entre si e suas diferenças ideológicas.
Porque um encontro desse teve tanta importância? Simples, a esquerda do nosso país tem sido um tanto mal interpretada desde tempos mais antigos, pois em seu meio existem tantas interpretações e ideologias diferentes que acabam fazendo com que pessoas que lutam pelos mesmo principios não vivam em harmonia entre si.
O dia do encontro foi um dia mágico, e apesar do frio e cansaço pude sentir em mim o orgulho de quem acredita que através da educação possamos encontrar o verdadeiro caminho para a construção de uma sociedade mais justa e verdadeiramente democrática.

Entre essas bandeiras qual é a que eu defendo? Sinceramente, nenhuma. Sou apenas uma jovem educadora que acredita que através da educação é possivel mudar o mundo. Simpatizo com os ideais de esquerda justamente por eles estarem mais proximos da minha realidade e a de tantos outros brasileiros e creio que no meio de tantas bandeiras, prefiro levantar nas mãos uma rosa vermelha e pedir a todos dialógo para que possamos caminhar rumo a paz.

quarta-feira, outubro 06, 2010

SOBRE (não) TER




Porque não importa o tempo que passe, quando caminhar em meio a chuva sei que vai lembrar de mim. Nos momentos em que a solidão for o teu caminho, sei que vai caminhar sozinho pela rua mais movimentada que achar e no meio do seu passeio sei que vai me encontrar nem que seja no sorriso de outro alguém. Tudo isso porque eu fui tua verdade e vida, fiz você renascer e pisar num mundo de possibilidades que teus sonhos entre nuvens desconhecia, eu te criei e presentei o mundo com a melhor pessoa que pude criar: VOCÊ.

Catarina pensava no bilhete de despedida que tinha deixado em casa no dia em que deixou Pedro para sempre. Apesar de sentir constantemente a falta do ex parceiro não reclamava da vida, sabia que tudo tinha o tempo exato de durar para ser inesquecivel. Sentia apenas por saber que mesmo tendo sido a pessoa mais verdadeira que podia, ele nunca iria conhecer ela, seriam para sempre desconhecidos caminhando por cidades de países diferentes.
O trem parou, finalmente Catarina havia chegado a sua estação e pelas ruas da Itália iria se perder até o dia em que pudesse encontrar um outro estranho a quem amar. Contudo sabia que alguma coisa de Pedro sempre iria morar dentro de si e em todas as noites escuras iria dormir sabendo que seus olhos a observavam, pois eles sempre foram capazes de enxergarar no escuro.


terça-feira, outubro 05, 2010

Blogagem Coletiva: Dia de Amar o Seu Corpo


Dia de Amar Seu Corpo

Chamo a todos: mulheres e homens, leitores e curiosos,para participarem, no próximo dia 20/10, da Blogagem coletiva do Dia de Amar o Seu Corpo. Uma campanha contra a mídia e a favor da auto estima, mostrando que a beleza é algo mais profundo do que imagens pré fabricadas em programas de computador.
Ano passado participei da primeira blogagem coletiva e recomendo, pois as reflexões foram profundas e os textos intensos, pois cada um mostrava um corpo diferente e magnificamente belo.
Venha você também participar dessa blogagem. Vou deixar o link do blog da organizadora exposto no meu blog até o dia da postagem de todos os textos. Não deixe de ler todos. Afinal, que não gosta de adimirar um belo corpo?

domingo, outubro 03, 2010

A Vida Que Eu Quero Ter




A juventude é de fato atraente, tanto que as pessoas sempre a utilizam como argumento para justificar os seus erros. Contudo, por mais que o nosso desejo seja a juventude eterna o tempo sempre vem nos lembrar que não importa o quanto tentamos lutar contra ele sempre vence e quando a gente menos espera a vida passa sem deixar marca alguma.

Agora sou nova, contudo desejo envelhecer com a mesma força de quem aceita cada novo dia que chega, para que assim eu possa aproveitar todos os sinais do meu corpo e um dia, já bem velha, no meu leito de morte eu possa contar, entre minhas rugas as histórias das conquistas que alcancei, de tudo que perdi e de tanto que ganhei por aceitar que o bom da vida é VIVER.


sábado, setembro 25, 2010

Primavera Despedaçada

Acervo Próprio

Olhando para frente, pensado para trás...
Toda poesia sobre flores me fez recordar de todas as primaveras que perdi e de tantas flores que nunca recebi.
Meus olhos claros de lágrimas atrapalham minha visão. Nunca gostei mesmo de olhos claros, eles são previsiveis e sensiveis demais. Amava teus olhos cor de lama, contudo eles me refletiam de um modo tão sujo que nunca consegui enxergar no fundo deles amor por mim.
Tive todos os seus invernos, senti todo seu desejo que cumpria o dever de me aquecer por dentro, mas nunca consegui sentir o doce e singelo sol que trás vida as flores escondidas...

No fim chorastes lama por mim enquanto eu caminhava carregando o feto de um amor recem nascido.

Em meio a madrugada, ouvindo David Bowie, sentia o dia amanhecendo, enquanto eu mal conseguia fechar os olhos. Foi quando uma luz fraca entrou pelas frestas da minha janela, era a primavera que, em fim, chegava a minha vida, mostrando que aquela flor amarela e simples que sonhei ganhar por anos estava mais perto de mim. Depois disso eu finalmente consegui dormir, enquanto ouvia a musica Five Years, antes de fechar os olhos até me atrevi a pensar.

Será que um dia você vai saber que esses escritos foram para você?

Não importa, ao menos agora minha primavera não sera despedaçada por terríveis olhos de lama que jamais saberam que eu sou.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Envelhecer


- Quando você foi embora deixando a porta aberta, senti como se o teto caisse sobre mim. naquele dia nossa casa se transformou em ruínas e o espaço antes pequeno se tornou imensidão.
Mas como tudo na vida passa, você passou e eu, sem escolhas, segui.

Depois de vinte anos, Eliza voltou a antiga casa onde vivera cm Danilo só para poder ver que o lugar que antes era um lar agora tinha se transformado em ruinas.

- Como nossas vidas, tudo o que sobrou foram tijolos e saudades.

Entrou e saiu da casa como quem fazia uma inspeção, queria passear por cada detalhe na tentativa de se lembrar de tudo o que havia esquecido. Depois de anos sentia a necessidade de recuperar um pouco daquela beleza terna que só o primeiro amor era capaz de proporcionar a alma. Sentia que agora, velha, precisava recuperar a ternura antes que acabasse morrendo só.
Se os anos fizeram aquilo com a casa o que eles não teriam feito com ela? Era nisso que pensava enquanto se preparava para sair da casa. Contudo, uma aparição,no que antes fora a sala ,lhe chamou a atenção. Uma simples planta brotava do chão, suas folhas verdes claras e simples refletiam o sol que naquela manhã visitava a cidade, sua luz fazia com que algumas flores ganhassem um tom amarelo magnificamente belo como a cor das flores pequenas e simples das quais ela tanto gostava.
Ficou paralizada observando o magnìfico show que a natureza lhe mostrava. Percebeu naqueles segundos que vivia com sua beleza possível e que por mais atraente que fosse recordar, envelhecer também lhe traria doces experiências e dias. Descobriu no meio daquele cenário uma bela verdade:

- Sou como essas ruínas e mesmo que o tempo me derrube sempre guardarei em meus olhos a beleza de ser quem eu sou:SIMPLESMENTE, ELIZA.

Foi embora naquela tarde em paz com seus cabelos brancos e com todas as recordações guardadas na caixinha de música da sua memória.