Convido todos para adentrar neste meu UNIVERSO PARALELO, repleto de fantasias reais e realidades encantadas.
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quinta-feira, julho 24, 2008
Paciênica
Minhas pernas não me sustentam mais
O desespero tomou conta de meu corpo
E tudo que eu preciso é descansar
Será que você vai entender
Se numa noite dessas eu gritar:
- Paciência, eu já cansei de esperar?
sexta-feira, julho 18, 2008
O Furto
Não que eu tenha problemas de caráter, é sempre bom ressaltar que minha integridade continua a mesma, sou um respeitado cidadão, cumpridor dos seus direitos e deveres. Alias, pra que tanta justificativa para um ato tão pequeno, era só um objeto qualquer, era só uma colher, que mal poderia haver?
Num rápido movimento, peguei a colher, coloquei em meu bolso e continuei a caminhar despreocupado pelos corredores do supermercado. Entre prateleiras e promoções, caminhei, como se o ato que eu acabara de cometer nunca tivesse ocorrido. Estava me sentindo diferente, estava me sentindo poderoso, como um criminoso de filme que nunca é pego no final.
O medo só foi tomar conta do meu ser novamente, quando avistei aquele sorriso amarelo e falso da caixa do supermercado.
Será que ela iria perceber? Será que eu sentiria o dedo gelado da acusação de furto na minha cara?
Esses pensamentos me fizeram estremecer, não poderia manchar a reputação de bom moço que cultivei por anos. Uma gota de suor escorreu pela minha face, mas foi um medo passageiro, que acabou quando a moça me deu a conta e com seu sorriso amarelo me desejou uma boa noite.
Naquele dia o sorvete teve outro sabor, um gosto de aventura misturado ao prazer de por um dia, por um simples dia, ser livre para possuir o que eu não podia ter,
Creio que a vida é assim, quando menos se espera você consegue possuir aquilo que sempre desejou, neste instante o sentimento que te invade é o de confusão, mas aos poucos a adrenalina vai cedendo espaço a razão, você então consegue sorrir e finalmente pode sentir outro sabor no simples exercício do viver.
quinta-feira, junho 19, 2008
Escadas
O problema é que essa escada tem degraus tão grandes e largos, que é necessário grande esforço a cada novo passo.
O amor me dá forças e atormenta, planos futuros me deixam temerosa, traumas passados deixam minha vista nublada.Tudo isso atrapalha a caminhada, mas a desistência deve ser algo desconhecido neste percurso.
Voltar atrás, jamais, seria como se jogar num abismo sem fim, onde a unica saída é deixar-se cair sem nada esperar.
É com lágrimas nos olhos e a esperança de um sorriso futuro que escalo mais um degrau, iniciando assim, novo ciclo de tormentos e mudanças necessárias.
Mesmo com tantos desafios, acreditem: VIVER É BOM, e eu vou fazer da minha vida obra e não rascunho de dias tão perfeitamente iguais.
quinta-feira, junho 12, 2008
Entre as Mãos
quarta-feira, maio 28, 2008
CIRANDA
quarta-feira, maio 14, 2008
CONVITE

Décima sexta antologia da Andross Editora, a terceira só este ano, chega às livrarias no final do mês.
A crônica surgiu no início da era cristã, não como um gênero literário, mas sim como uma forma de ordenar os acontecimentos, sem aprofundá-los ou tentar interpretá-los.
Com o passar dos séculos, autores foram acrescentando, a esta visão impessoal dos fatos, elementos que, hoje, se tornaram uma espécie de marca registrada da crônica literária: o humor irônico, a linguagem ágil, a perspectiva em primeira pessoa, a visão pessoal das cenas do cotidiano.
Retratos Urbanos (Andross Editora, 160 páginas, R$ 25,00) reúne 47 crônicas escritas por 46 autores em início de carreira e organizadas por Edson Rossatto, editor da Andross.
As histórias relatam fatos que supostamente aconteceram com os autores e, num processo de identificação típico deste gênero, encontram eco nas memórias dos leitores, que já se depararam com situações pelo menos semelhantes: a indignação que antecede um exame de toque retal, as divagações do motorista parado no trânsito congestionado, a saudade do tempo dos bondes elétricos.
Retratos Urbanos é mais uma antologia da Andross Editora com textos inéditos de novos autores, que encontram neste formato uma oportunidade de publicar suas histórias. Foram analisadas 250 obras de autores de vários estados brasileiros, durante quase um ano, até se chegar aos 47 selecionados.
Esta é a 16ª antologia que a Andross lança em seus mais de três anos de mercado, a terceira somente neste ano. Por este sistema, a editora já publicou mais de 600 autores, de 14 a 68 anos, do ensino médio ao doutorado, amadores e profissionais. Alguns dos que estrearam nas antologias da Andross hoje já têm obras publicadas individualmente por outras editoras.
TRECHO:
Aqui estou, em um pub inglês de Ipanema, tomando uma maldita cerveja de treze reais e espreitando a ruiva que – eu julgava – estaria dando mole para mim. A frase acima contém uma série de incongruências que convém serem analisadas separadamente. Um pub irlandês em Ipanema, no quarteirão da praia. Em vez de as pessoas irem à praia, a um quiosque ou que o valha, vão a um recinto abafado, onde a fumaça de cigarro estaciona preguiçosamente sob o teto baixo, as cadeiras desconfortáveis estão sempre tumultuando a passagem e uma estante de livros tem edições antigas de Joyce, como se alguém no mundo afora, meia dúzia de freaks lesse Joyce. Outra incongruência era a cerveja de treze reais. Cerveja! Treze reais! Não vou perder tempo desenvolvendo.
“Coadjuvante”, de Pedro Vieira
Sobre a Andross Editora
Com mais três anos de mercado e 25 títulos publicados, a Andross Editora nasceu no campus da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, para abrir espaço aos alunos que não tinham condições de publicar seus primeiros textos. Iniciou as atividades com obras acadêmicas, cresceu e se manteve graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias. Até hoje, a editora já lançou 16 livros deste tipo, e está com inscrições abertas para mais 4 até o final do ano.
LANÇAMENTO
RETRATOS URBANOS - CRÔNICAS
Vários autores – Organização: Edson Rossatto
DATA: 17 de maio
LOCAL: Casa das Rosas – Avenida Paulista, 37 – São Paulo – SP
HORÁRIO: das 16h às 19h
Informações: www.andross.com.br
Mais informações para a imprensa:
ANDROSS EDITORA
Edson Rossatto
Contato pelo telefone: (11) 2943-7687
edson@andross.com.br
terça-feira, abril 29, 2008
Desafio

Uma folha em branco pode render-me um conto, um poema, uma crônica que o falha.
As pessoas que me fitam com seus olhos de águia a espera do meu próximo erro são o ponto fraco de minha existência.
Por que as pessoas não podiam ser todas assim como um poema, todas profundas e cheias de sentimento? Mas elas preferem ser conto, daqueles com começo, meio e fim. Ninguém ousa viver mais do que a própria humanidade lhes permite. Todos querem fazer parte do meu grande juri popular.
Entre problemas com o escuro, olhos inquisidores, sinto-me desolado, terrivel, horrivel...
Pudera alguém, em meio a essa gente me fitar com o coração?
A resposta vem da menina que eu não vejo, mas me fita, com sua saia cor de palha, natural como uma brisa, com sorriso ela me aprova e com os olhos vem me dizer.
- Meu caro poeta, pegue a pena e vá escrever. Seu maior palco é seu coração, e nele você sempre irá brilhar.
A Edson Bueno de Camargo poeta que não conheço, mas adimiro.