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terça-feira, outubro 30, 2007

Condena-me

Ao amor eu me entrego sem pudor, que me atirem pedraS, não temo o julgamento, temo apenas a solidão.
Me amarra junto ao teu peito, me carrega na tua mente, no teu corpo, no teu coração. Porque meuS sentimentos são como vírus que desejam percorrer o teu ser, conhecer tudo sobre você.
Não me importo com as torturas, que venha o fogo, o ferro, a dor... O que é a dor se não o medo que esperam que eu sinta?
Eu não faço o esperado, vivo de improviso, de momento, de impulso. Só me mata aquele que me olhando finje não me ver e são poucas as pessoas que não notam minha presença, pois consigo ser luz, quando a maioria das mulheres se faz escuro e mistério. Pensam, as tolas, que isso é chamar a atenção, eu acredito que isso é carregar um enorme buraco, esperando um preenchimento que só as mesmas poderiam efetuar.
Bruxa, fada, louca, vadia, o que são os rótulos?
Rótulos existem por um desejo que os homens tem de controlar o espirito livre de suas mulheres, mulheres que só desejam um abraço e todo amor sincero que possa receber de um homem. Mulheres são seres celestes que só desejam possuir as rédeas de suas próprias vidas em mãos.
Vôce deseja me amar, ou me amaldiçoar?
Queres minha vida ou viver a vida comigo?
Não sou submissa quando me deixo envolver em teus braços, pois me entrego a você a medida em que sinto que és meu igualmente, meu desejo não é pose, meu desejo é partilha.
Vão me xingar, me punir, me crucificar, que venha a santa e madre igreja com sua inquisição, não tenho medo do que todos chamam de fé, moral, bons costumes.
Prefiro ser julga, uma estranha na multidão, do que uma mulherzinha castrada com um lar e sem coração.
Porque meu sonho é radiante, meu ser é forte, meus sentimentos puros, meus desejos profundos, nunca irei desistir de sonhar, pois por mais que tentem me matar, sempre haverá vida em m'alma.
Rasgue meu corpo, pois minha alma ninguém pode alcançar.





COMENTÁRIO CRETINO OU PS:
No dia das bruxas, só pra contrariar, eu quero ser uma fada de luz num bosque encantada a voar. rsrsrsrsrs

quarta-feira, outubro 03, 2007


O compromisso com o papel e a caneta é eterno,constante, precioso. Eu nunca antes havia sentido a necessidade de me expor tanto, de tentar ser tão profunda. Mas agora vejo que a insegurança que me sondava era folha de rascunho, que essa queda pela angustia, era a tentativa de ser interessante, diferente...

Engraçado como, num dia você abre os olhos e descobre que tudo o que você tem é pouco,mas é um pouco tão denso, tão pesado, que acaba se tornando o motivo pelo qual se existe.

Felicidade? Agora sei que é algo pelo qual sempre vou lutar, mas certamente não conseguirei alcançar plenamente. Afinal, tudo que é pleno chega ao fim, por isso a beleza dos momentos felizes, do sorriso expontâneo nos lábios casualmente. Se eu alcança-se a felicidade eterna estaria condenada a ser eternamente entediada.

Olha, eu sei que não consigo ver muitas coisas além do que minha mente permite, creio que ainda tenho que treinar bastante para entender o que se passa ao meu redor, com as pessoas que me rodeiam. Porque cada individuo é um universo particular, não posso entender um alguém, ler seus pensamentos e sentimentos se não tiver a consciência de quem eu sou, e de onde posso chegar.

Não sou como Icaro, não sonho perder minha vida por um instante de beleza num vôo em vão. Se não nasci com asas, aprimoro minhas pernas para chegar a algum lugar nessa estrada confusa, cheia de obstáculos chamada vida.

Que eu seja como Dante, consiga passar pelos mais tortuosos caminhos para avistar a mais bela paisagem ao lado de quem amo. Mas que nunca me falte a consciência de Drummond, que adimite a existência da pedra em seu caminho.


OBS: Um dia desses, quem sabe, eu consigo continuar esses escritos, por hora tenho a sensação de que estão inacabados e confusos. Creio que minhas palavras são espelhos domeu espirito, que esta tão confuso e deprimido, como esses escritos abortados e inadequados.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Laços

Eu tenho tanta raiva de ti, odeio tanto teu jeito comigo, mas pra falar a verdade, já não consigo ser de outro jeito. Você me virou do aveso, tirou do fundo do meu ser o que eu tanto escondia: minha essência
Agora, cuida de mim, não torne essa nossa vida vazia, ou triste nas horas que passamos juntos. Porque nossa vida é um momento, todos os dias existimos um pouco menos, e eu não quero tornar minha existência ao teu lado vazia, como a foto em preto e branco que nunca conseguiu possuir cor.
Que nossa vida seja amarela, que nosso laço seja belo, posto que é forte. Que a vontade de permanecer seja maior do que a de ir embora. Que o choro brote tanto do meu rosto quanto do teu naturalmente, pois a vergonha é proibida aqueles que cultivam raizes. Que os sentimentos não pareçam tolos, já não existe motivos para se envergonhar. Que a dor das decepções não se torne maior que a espera por um futuro promissor.
Eu estou ferida, mas não tenho medo de ser ridicula. Não preciso pra ti ser forte o tempo todo, inteligente o tempo todo, auto-suficiente o tempo todo, porque tem dias que eu acordo e tudo que eu mais quero, é encontrar novamente um menino emgravatado com qualquer botão amarelo em mãos, a minha espera pra crescer na vida.

terça-feira, setembro 25, 2007

Fragilidade

A menor brisa arrepia minha pele,
Meus lábios ficam secos com o calor,
Uma simples agulha pode revelar a cor do sangue que guardo,
E você ainda acha que eu não estou viva?
Porque todos cansam de ser fortes,
ninguém aguenta o peso do mundo nos ombros,
mesmo esse não pesando mais que as mãos de uma criança
Sou mulher e vou chorar...
De que me adianta precisar tanto de carinho,
não vale um sorriso pela manhã
as migalhas de atenção que me ofertam
Porque eu quero ir além
Estou nua em público,
e minha nudez não causa pavor,
pois sou uma mulher abstrata
Me misturo ao pó e desapareço.
O que é a decepção,
além desse gosto amargo na garganta,
essa lágrima que teima em não cair?
O dia em que você me descobrir, já não estarei aqui

sábado, agosto 25, 2007

Valsa da solidão


Tem dias que a gente se sente morta, sem saber que na verdade não existimos a muito tempo.
Eu morro um pouco todos dias, e todos os dias sou subistituida por um alguém que nunca vi. Essa estranha que hoje escreve não é mais a menina que ontem cantava nem a que antes de ontem dançava distribuindo alegria. Hoje acordei amarga, uma mulher sem charme e quieta, amanhã certamente não sei o que serei.

Quisera eu ser uma bailarina, uma tola bailarina com movimentos delicados e precisos a rodopiar numa praia, distribuindo sorrisos com um belo vestido azul. Mas meu vestido foi rasgado, tenho as pernas tortas e toda a minha delicadeza fora transformada em força, força para viver em meio a um mundo que eu não escolhi, mas que me escolheu.
Minha dança é a imperfeição, valso todas as noites a valsa da solidão a espera que um dia, ao menos um dia, acorde com meias azuis.
Se meu vestido rasgou-se com o tempo, inventarei novas formas de aos poucos fazer-me bela para sentir-me viva.

quarta-feira, agosto 22, 2007




Tudo começou com um pensamento, que virou uma possibilidade e depois tornou-se fato em minha vida.
Flertar com a angustia não é a pior coisa, o problema esta em viver angustiada. A fraqueza toma conta da sua mente, e quando você menos percebe está chorando com uma música qualquer.
Se eu não fosse tão sentimental não seria quem eu sou, seria um corpo perdido no espaço, mas será que estaria eu mais feliz?
Talvez...
As estrelas parecem possuir um brilho de felicidade em si. Mas agora é hora de estar com os pés no chão e a cabeça aonde deveria estar, no espaço cotidiano do real, sem sonhos, apenas metas.
Crescer é tão cumprido, sempre digo isso, e em meio ao meu crescimento vou lutando para conservar em mim antigos ideais, pois por mais que a vida me mude ela não pode alterar aquilo que no fundo conservo: minha essência.
Quem sabe amanhã o dia amanheça mais claro para mim, essa angustia que me aflige voe para o espaço das causas perdidas e deixe meu coração livre da insegurança de não saber ao certo quem eu sou.

quinta-feira, agosto 09, 2007

O Grito Principia o Belo Canto


Um desconforto pela madrugada, um suor sem hora nem porque escorrendo pela testa. Pela manhã, café e espera. O que será que aconteceria?
Uma viagem de carro, curta e longa ao mesmo tempo. Aquela viagem era sem volta, pois mesmo retornando para casa eu nunca mais seria a mesma pessoa.
Uma dor começa me rasgar o corpo, parecia a dor da morte, mas sabia que era a vida que se anunciava. Sentia uma ansiedade que aos poucos transformava-se em medo, a cada minuto que se passava queria dar um fim naquela situação, mas não conseguiu. Descobri minha maior fraqueza naquele dia, quem diria que logo eu não suportaria o fato de ficar sozinha.
Foi a mão que me apoiou, um rosto conhecido e presente me deu forças para aguentar a confusão, misturada ao extase da espera, ao desejo de possuir algo novo, vida nova.
Passaram-se horas, pela janela eu via o tempo passar, e a cada minuto o desejo de não perder a coragem, a força, mas toda vez que aquela mão se ausentava um novo desespero brotava em mim. A loucura nos meus olhos era medo e desejo, e ninguém além de mim pode senti-la.
Oito horas, a hora marcada para o grande momento, já não conseguia andar direito, já não conseguia raciocionar direito, tudo que eu queria era que tudo aquilo acaba-se. Mas nova história ai se iniciou, me privaram da unica coisa que me dav apoio, daquela mão, daquele rosto que eu nunca mais ei de esquecer.
Resultado, não tive forças, não queria ter forças se não fosse junto daquela presença. Eu flertava com a morte, a olhava nos olhos e a única coisa que desejava era a força de mãos que não eram as minhas, nem aquelas que me cobravam força.
Quando olhei para o lado e lhe vi, tudo em mim se acalmou, sua mão quente na minha, seu olhar ansioso a me olhar. Não sei de que profundidade, se da alma ou do corpo, tirei mais um vestigio de força e num grito que parecia ser o maior que eu já dei em minha vida minha missão eu cumpri.
Quando todos sairam e fiquei por uns instantes sozinha minha vontade foi a de chorar, mas quando avistei ele com aquela figura tão pura conhecida-desconhecida nós braços sentia algo parecido com a felicidade dos deuses.
Naquele momento em que eu olhei o fruto do meu trabalho pela primeira vez, nos braços de uma presença tão amada, foi como se eu ouvisse tocar uma música, uma bela melodica ao longe. Se eu pudesse pararia minha vida naquele instante, pois naquele dia eu fui uma com a força de dois que esperavam de mim simplismente amor.

Hoje faz um ano que de presença no mundo, me transformei em alguém com sentido e objetivos para viver. Dou graças a existencia do meu filho Nicholas, fruto do amor mais puro e sincero que já vivi. Se hoje vejo sentido na vida, vejo porque teus puros olhos me fizeram crescer e desejar algo maior.