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sexta-feira, janeiro 19, 2007

De repente

De repente me transporto para o passado das coisas possíveis e me vejo menina a sonhar, o choro do meu filho me trás devolta , fica somente na minha memória o jardim e os sonhos da minha infância. Hoje a serena infância pertence ao meu filho e eu encontro em seu riso um belo motivo para continuar.
De repente relembro do meu romantismo, retorno ao meu eu-lirico que muito idealizou a imagem do verdadeiro amor. Ao meu lado um homem verdadeiro, sem nenhum traço dos sonhos que outrora tive, mas real e forte em mim.
De repente releio meus antigos escritos, tenho até ataque de risos em algumas partes em que meus olhos passam. Continuo a escrever, se melhor não sei dizer, mas bem diferente do que outrora imaginei, minha escrita envelheceu comigo.
De repente olho-me no espelho e pela primeira vez me vejo bela, cansada de sentir-me um nada aprendendo a me apreciar, hoje tenho a coragem de adimitir que eu sou melhor quando olho por dentro e por fora de mim.
De repente relembro antigas amizades, poucas mais boas, sinto vontade de sorrir ao lado daqueles que passaram pela minha vida e me deixaram marcas possitivas.
De repente tenho a consciência de que o tempo corre, que o tempo para mim esta correndo. Sem medo, eu o aproveito e agradeço por tudo o que me fez assim.


De repente no oco de mim tenho a consciência de que sou feliz.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Luz da Minha Vida


Teu sorriso me fascina
me dá forças pra viver
Teu olhar, pequenino, me inspira
já não sou ninguém sem você

Admirar teu sono
meu esporte favorito
è como se eu admira-se um anjinho
iluminando o escuro do meu quarto

És meu amor em forma de gente
um pequeno presente divino
que Deus colocou em meu caminho
para eu não desistir de sonhar


A meu amado filho Nicholas,
meu amor em forma de gente





O Dia da Vergonha


Queria morrer primeiro do que todos que amo,
pois assim sentiria menos vergonha de saber que sou fraca
Diante da inevitável morte, eu não sou nada
Sou apenas mas uma mortal que se desespera e chora
Que consciente de sua impotência
Sente dor de cabeça e aceita

Hoje o dia esta tão confuso
E minha alma tão triste
por saber que no mundo existe
uma pessoa a menos para se adimirar

Ficam apenas minhas letras
mudas como meus atos e minhas ações
Essas letras que escrevo aos ventos
estes que habitam meu coração
neste belo dia trsite de verão

PS: Ao mais novo companheiro dos Anjos: Silvério

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Abraço

O abraço forte que sustenta meu corpo
e o mesmo que me empurra diretamente ao chão
Queria não viver imersas a mentiras
Não sentir-me a cada dia mais sozinha

Aquele abraço de outrora
Só existiu em meus sonhos
Ao passo em que eu acordo
Sinto tanto peso em meus ombros

Minha dor de cabeça
E a constante vontade de chorar
Só existem como sintomas
De quem desistiu de acreditar

Quando a noite chegar
Vou me auto abraçar
Desistirei de sonhar
Estou velha e cansada pra mudar

domingo, dezembro 03, 2006

A Noite

Quando a casa começa a dormir é minha hora de acordar, pois na noite encontro tudo aquilo que sou.
A noite as ideias flutuam, se jogam nas paredes imaginárias da minha mente, nas madrugadas me ocupo em ser eu e pensar em soluções para ser(parecer) mais feliz.
Nas noites sou terrivelmente mulher e desejo um simples abraço que guie meus passos, alguns bons sentimentos nessa vida miserável, a noite eu sou toda luz pra que eu nunca me perca dentro de mim mesma.
Olhando pela janela, o céu nublado me chateia, noites limpas são bem vindas, algo de puro na minha vida. Contar estrelas posso até amanhecer, pois no dia que virá ninguém irá se importar com minhas belas olheiras.

A noite eu sou toda melodia, me sinto como nota musical que consegue por segundos fugir do real e enncontrar forças na insana e clandestina felicidade.
Quando esta escuro posso me ver menina conversando com a lua por me achar sozinha, sorrindo no escuro dos sonhos que abandonei.

Quando o dia na sua arrogância nascer minha luz vai se apagar, irei me levantar e enfrentar o inferno de uma vida sem sonhar.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Ultimo Suspiro


As lagrimas me caem, ainda posso sentir o calor dentro de mim

'' Que seja fogo,posto que é chama,
mas que seja eterno enquanto dure..."

Minha dor é saber que esse fogo ainda me arde
E em teus olhos só consigo enxergar
A fumaça do fim...

Estou cansada,
já não creio em mais nada
Ao reler velhas letras entendi
O erro não foi só meu, mesmo assim eu perdi
Resta-me agora aceitar

Todo ser tem um sonho
O meu era simples:
AMAR E SER AMADA
Falhei...

Depois dessa falha não mais tentarei
O amor ao qual me entreguei me cosumiu
Seco esta meu coração

Quanto aos meus sonhos?
Foram todos pro espaço das coisas mortas
Que fica ao lado da casa do despreso
Na praça do completo desespero.

Tudo Junto


A vida e sua mediocridades me entristecem
Promessas feitas e não cumpridas me cansam
Meus grandes erros foram:
Querer tudo
Tentar ser tudo ao mesmo tempo
Acreditar nas palavras
Tanto nas minhas como em outras oferecidas

Desejei mesmo tudo
Logo eu que nunca tive nada
Desejei demais
Estou sem nada...

Todas as noites olho o céu
Todas as noites observo o sono alheio
Todas as noites não tenho noite
Cansei de dormir
Sozinha me entrego ao meu desejo de tudo sentir

Mas meu tudo é um grão de areia
Meu tudo é um nada
Meu tudo é uma farsa
Da qual eu não quero mais participar