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quarta-feira, maio 10, 2006

Certeza


Atravessei um tempo incerto
Onde não sabia por onde andar
Mas hoje acordei com a plena certeza
De que devo não deixar de acreditar


Como isso aconteceu?
Um anjo veio me visitar
Me disse pra não ter medo,
Do futuro que virá

Quem sou eu pra questionar os anjos
Basta a mim aceitar e confiar

Vende-se Cultura, Emprestam-se Conceitos.

(Redação com Base no Livro Pós-modernismo: A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio – Fredric Jameson)

Em seu livro Pós-modernismo: A Lógica do Capitalismo Tardio, Fredic Jameson faz as seguintes considerações sobre cultura pós-moderna:

“...Na cultura pós-moderna, a própria” cultura” se tornou um produto, o mercado tornou-se seu próprio substituto, um produto exatamente igual a qualquer um dos itens que o constituem: o modernismo era,ainda que minimamente e de forma tendencional, uma crítica a mercadoria e um esforço de forçá-la a se autotranscender. O pós-modernismo é o consumo da própria produção de mercadorias como processo.”

Podemos vislumbra o pós-modernismo como a época da aceitação, do não questionamento, onde tudo é aceito por não haver um por quê criticar.

Ainda dissertando sobre o pós-modernismo, Jameson nos diz o seguinte:

“Pós-moderno, no entanto, parece estar à vontade nas áreas pertinentes da vida de todos os dias ou do cotidiano; sua ressonância cultural, apropriadamente mais abrangente do que o meramente estético ou artístico, desvia devidamente a atenção da economia, ao mesmo tempo que permite que fatores econômicos e inovações mais recentes ( e marketing ou propaganda, por exemplo, mas também na organização das empresas) sejam recatalogados sob o novo título.”.

Tudo o que hoje se cria, apos mais essa evolução do capitalismo tão belamente chamada de globalização, é pós-moderno, pois trabalha a favor desse sistema.

Com o conceito do que é cultura distorcida, não é de se admirar que áreas como a educação e a comunicação passem por tantas crises como as que podemos observar. Num contexto onde nada mais se cria, tudo se reinventa, torna-se grande o desafio de criar algo novo que interesse o povo. Bem como é difícil se falar em educação para o pensar e em prol da igualdade quando o que temos são pessoas cada dia mais individualista.

A criticidade morreu, conceitos como globalização, neoliberalismo e educação para igualdade são produtos distorcidos de uma sociedade que não sabe mais que rumo tomar, pois vivem pela moeda e por ela permaneceram alienados até o fim dos tempos.

Quer ter uma boa idéia? Vá a mercado e reinvente um produto, faça o povo acreditar que mais do mesmo é tudo que necessitamos.

Quer educar diferente? Tente fazer a diferença e não seguir um planejamento a risca.

Se levarmos em consideração tudo o que foi dito anteriormente, creio que minhas idéias são pós-modernas, por isso, abra a cabeça, tenha seus próprios ideais e bandeiras.

terça-feira, maio 09, 2006

O Fim


Agora tanto faz...
Mentira, sou muito teimosa para aceitar a derrota
O que me provoca é essa falta de voz
O que me preocupa é o medo que eu tenho
Mais por tudo aquilo que anseio
Ainda acredito que o fim é um novo começo

Uma Cadeira para cada Classe


(Redação com base no artigo: A Função Política da Escola – Hernani Maia Costa)

Segundo Hernani Maia Costa, “a escola de hoje é um dos espaços em que se dá a formação do indivíduo, integrando-o numa comunidade de uaguias e ensinando-o a conviver com as diferenças”.

Numa sociedade classista como a nossa é utópico descrever a escola atual dessa forma. Realmente a escola deveria ser pensada como promotora de uma política humanitária, mas o que se vê é uma educação inconsistente e alienadora que em meio ao pós-modernismo utiliza a revolução tecnológica como pilar de sustentação do sistema capitalista e do individualismo do indivíduo que já não é mais cidadão.

Deveríamos voltar no tempo e como o Homo erectus seguirmos dois princípios básicos da educação: aprender a fazer e aprender a conviver.

Certamente evoluímos, pois crianças já não são estorvos na caminhada, mas só conseguimos ensina-las a fazer o que interessa a sociedade e a pensar cada vez mais em si mesmas.

Desaprendemos a conviver, logo, pode-se pensar até que ponto evoluímos?

Se a escola pode ser comparada com uma ponte que esta não de voltas para levar ao mesmo lugar, pois sendo assim, torna-se inútil a travessia.

segunda-feira, maio 08, 2006

Por Enquanto


Letra: Renato Russo
Música: Renato Russo

Mudaram as estações e nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Esta tudo assim tão diferente

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba?

Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí então estamos bem

Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como esta
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz

Estamos indo de volta
Pra casa.

Caminho


Procuro por um caminho verde, cheio de esperanças
Que possa me trazer o riso
Que dentro dos sonhos esta escondido
E só em teus braços consegue brotar

Desejo neste caminho ao teu lado de mãos dadas caminhar

sábado, maio 06, 2006

Alguém no Espaço



Me diz,
Como é viver entre as estrelas,
Ter o céu todo como lar?
Aposto que já aprendestes a voar
E me observa pelas noites tristonhas
Lembrando-se do nosso tempo de criança
Onde a lágrima era a resposta pra tudo
E o riso no muro um consolo

Tenho saudades de ti
Sei que viverás sempre em mim,
pois o tempo não pode apagar
o brilho terno desse teu olhar
Que mesmo em ausênsia
Se faz sempre presença


FELIZ ANIVERSÁRIO, LEANDRO