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sábado, abril 08, 2006

Três Linhas a Philipe Gomes


Buscai no céu uma nova estrela

No caminho algum sentindo

Do teu lado teras o meu sorriso

Em Busca da Terra do Nunca

Estive pensando sobre essa nossa mania de chorar, achei-me tão ridícula por chorar na tua frente como criança quando me deixastes no escuro, mas escuta, lê esse trecho de um livro que estive a ler : "Quanto mais cultural é o ser maior a sua infância, sua dependência de cuidados especiais."(Paulo Freire)
Achei ela bem propicia a nós, pois somos seres que amam a busca pelo conhecimento, pela cultura, por isso sonhamos tanto, por isso não achamos ridículo os momentos de choro sem sentido. Somos seres inacabados, afinal, sempre encontraremos algo a mais para nos preencher.
Sabes, querido, sempre tenho muito a lhe dizer, mas creio que se fosse dizer tudo de uma só vez acabaria por citar todas as canções de amor e versos que me lembram de ti, o que me faria ficar por noites inteiras e manhãs escrevendo e ainda sim não chegaria ao fim para dizer o quanto és importante a mim.
Por isso , vou parar por aqui, pois já não me adianta só falar, o importante é fazer-lhe sentir.

Em ti, por ti e para ti eu vivo

Utopias e Projetos

"Sonho que se sonha sozinho é apenas um sonho. Sonho que se sonha junto é o início de uma realidade."
Lembro que tinha esta citação escrita no meu caderno da 5º Série e achava estas palavras tão belas que desejei vive-las um dia.
Tempos se passaram, já não tenho a idade que eu tinha, nem sou a menina que eu era, mas uma coisa daquele tempo eu carrego comigo: A esperança de continuar a sonhar...
Por essa semana que estive um tanto quanto triste a beira de uma depressão, tentei me compreender para poder lhe ajudar. Não digo que obtive sucesso, mas certamente consegui conforto para o meu espirito.
Encontrei numa das apostilas ( que se faz inútil passada as provas) essa frase que guardei com carinho na mente e ofertei a ti: " A utopia transformada em projeto, deixa o espaço do sonho e começa a influir na realidade"
Mesmo que elaborada de forma mais madura passava a mesma mensagem dos escritos de tempos atrás. Somente isso fez meu coração acalmar e pensar com mais leveza na mudança e no por que das cousas.
Não tenho que desistir dos meus sonhos, tenho apenas que reelabora-los, não posso me entregar ao desespero, ao medo. Já tive medo demais, já duvidei demais. Agora, mesmo tomada por uma certa insegurança, não conseguirei deixar de acreditar e muito menos deixar de sonhar e de lhe ver sonhar. Afinal, o tempo muda, as palavras mudam, as pessoas também, mas os sonhos tem a força do amor e a eternidade dos tempos.
Posso dizer que entre barreiras e medos vamos alcançar os nossos sonhos. Entre esse meu português mal falado e suas línguas aprenderemos muitas outras línguas, conheceremos muitos lugares, viajaremos no infinito, pois nascemos para crescer e juntos buscaremos pela perfeição.

Entre a Utopia e o Amor a força que teima em se esconder de nós, que juntos somos um com a força de dois e com os sonhos de milhares de povos antigos que viveram pela pena, morreram pela pena e nascem por esta.

quinta-feira, abril 06, 2006

Dedico esta Canção a ti

Olá, meu amor, esta canção vem lhe dizer tudo o que sinto por ti na bela voz de Adriana Calcanhoto. Leia e me entenda, por favor:

Cantada (Depois de Ter Você)

Depois de ter você
Pra que querer saber
Que horas são?
Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve uma canção
Como está?

Depois de ter você
Poetas para quê?
Os Deuses, as dúvidas?
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas?
Depois de ter você?


Te amo com tal intensidade que acho que nunca seria capaz de amar tanto um outro alguém. Tu és tão importante pra mim que eu nunca poderia lhe ver caido novamente, por isso, digo a ti um breve Adeus.

terça-feira, abril 04, 2006

Breve Derrota

Sabe aqueles dias em que você acorda se sentindo cansada do mundo, de tudo? Pois é, hoje meu espirito está cansado, meu corpo está cansado e minha mente cheia de vazio. Engraçado eu me sentir assim, por alguns instantes (ontem) senti-me realmente feliz julgando que por hora tudo iria melhorar, mas só foram aqueles instantes seguidos dessa reflexão de perdedora.
Estou tentando não chorar ou parecer desesperada, de nada me adiantaria, só me remeteria a mais dor e por hora a que eu sinto me basta.

Abaixo posto algumas palavras que resumem o que se passa em mim:

O Carro

Olhe aquele carro que lá longe se vai
Carregando todos os meus sonhos
Me deixando todo o desespero, incertezas, medo...

Vai,não precisa olhar pra trás
Certamente só veria
O vazio da minha vida

segunda-feira, abril 03, 2006

O Tempo

Nosso tempo é cronológico, exato, e sempre quando perdemos a noção do tempo nos perdemos em meio a fatos.
A vida é curta e errada quando medida por tempo, por isso, sinto-me no fim, cheguei ao meu limite.
Estar só... não, apenas incerta.
Quando a noite eu durmo sinto como se fosse a ultima de muitas outras que se seguiram perdidas no espaço.
Queria eu conhecer todos os mistérios da vida, talvez os entenderia e sofreria menos.
Hoje a vontade de ficar foi grande, mas os instantes medidos no relógio me fizeram levantar e por impulso vir embora.
Hoje está frio lá fora e certamente esta noite vou chorar.


Bem, não é todos os dias que se acorda de bom humor, não é mesmo? hoje em especial o dia me amanheceu pesado.

sábado, abril 01, 2006

Um Poema sobre o que é crescer.


Nestes tempos em que me atrevi a crescer, mesmo ainda conservando um certo espirito infantil lembrei-me deste poema escrito por Cazuza a sua avó e mais tarde musicado e gravado por Ney Mato Grosso ( eu sei, é brega mais eu gosto). Estás palavras soam aos meus ouvidos como beleza pura, pois através delas posso admirar os relatos de quem cresceu, mas não perdeu seu espirito de criança assim como eu, eterna menina que sabe-se mulher.

POEMA

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo

Eu acordei com medo

E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro

Desculpa pra um abraço, um consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito

Sem presente, passado ou futuro

Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos ou anos atrás