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terça-feira, fevereiro 21, 2006

Considerações Sobre Flores Amarelas


Flores Amarelas

Gosto de Flores Amarelas, elas me parecem tão vivas
Mesmo quando mortas sua beleza fica gravada em minha memória
Gosto de pensar que terei um jardim cheio delas
E que me dedicarei ao simples e delicado trato com as flores
Mas por hora nem quintal eu tenho
Quanto mais um jardim...

Sabem, Eu amo alguém
Ele morra numa casa que tem flores amarelas
Mas esse não é o motivo que faz o meu coração por ele pulsar
Meu sentimento deve-se ao simples fato dele saber enchergar as flores
Tão mais claras e belas que eu...

Creio nesse meu amor como acredito nas flores amarelas
Como acreditei naquele simples botão fechado e morto que conseguiu se abrir
Morreu depois da outra flor mais bela e aberta
Que não tendo quem a admira-se acabou por primeiro morrer

Agora tenho flores igualmente mortas
Mas isso não me traz melancolia alguma
Afinal, elas podem estar mortas
Mas a minha felicidade primeira ao ve-las sempre será a mesma
A mesma emoção que senti quando ele lembrou do meu gosto por flores amarelas.




Sabem, existem sentimentos e sensações que não se explicam, que tantas pessoas mais não compreendem... Mas sabem de uma coisa? não me importo com isso, Apenas escrevo sem nada esperar.

sábado, fevereiro 18, 2006

Como não errar?

Vou encarrar esses escritos como mais uma das coisas que preciso botar pra fora, um desabafo por bem dizer, nada além. Dedicado a quem sempre está pronto para me ajudar a ser...o que não sou.

Como não Errar?

Alguns dizem que é preciso ser perfeito
Outros proclamam que é necessário manter o orgulho
Uns tantos mais falam de uma tal dissimulação necessária para não se parecer tão fraca
Mas a única verdade que carrego é está:
Se eu soubesse responder a esta pergunta, certamente nunca erraria...

Creio que se eu nunca errase seria perfeita
Sendo perfeita seria uma deusa
Sendo uma deusa estaria distante dessa humanidade errante
Logo seria onipotente e sozinha
Nunca me acostumei a solidão
Prefiro a lição dos meus erros
Do que o vazio de não ser eu mesma

Por outro lado se eu me mantivesse orgulhosa
Seria auto- suficiente
Se fosse assim seria um tanto fútil
E futilidade é uma roupa que não me cai muito bem
Sinto como todo bom ser humano a necessidade de precisar de alguém
Não me envergonho de sentir-me assim
Melhor assumir que sou humana
Do que tornar-me um poço de vaidade

Se eu me utilizasse da dissimulação para viver
Seria uma ótima atriz
Pena que no ato de atuar esconderia minha alma
Assim seria tudo o que eu desejasse,
Mas nunca eu mesma
Para não me perder procuro aceitar quem sou

Como disse outrora um sábio Filosófo:
"Eu só sei que nada sei"
E por nada saber, sigo aprendendo vida afora.
Pretendo não errar
Porém adimitindo o mesmo quando ocorrido
Sem perfeição, orgulho ou dissimulação
Apenas com meus sentimentos e espirito puro
Como fora outrora
Como nunca deveria ter deixado de ser.


quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Profundo

Apenas uma sinopse do que estou sentindo no momento

Profundo

A minha maior dádiva: Conseguir te enxergar no escuro...
Tenho a tola mania de passear com a minha mão pelo teu rosto
Adimirando cada ponto, registrando cada marca de expressão
Seria esse um sinal de adoração?
Não, seria loucura adorar
Deuses são adorados, Deuses estão distantes de nós
Você é real
És parte de mim que encontrei no caminho
Aquilo que faltava para preencher meu vazio sombrio
Apenas um rosto, verdadeiro, humano, simples, teu....

Teu toque me faz bem, teu cheiro me faz bem
Apenas o simples pensar em ti me torna mais feliz
A ponto de eu me perder em pensamentos
E mesmo não estando contigo
Me encontrar cheia de ti.
Você é minha presença diária
O motivo que me faz acordar todos os dias
E ver que por mais difícil que pareça a vida
Esta é linda e cheia de sonhos

Podia chamar o que eu sinto de alegria,
ou ser mais ousada e chama-la de paixão,
Admitindo o desejo que teu toque me faz sentir
Mais esse sentimento que invade meu peito
É mais confortável que a alegria
É mais certo que a paixão e seus desejos
O que sinto em mim é a certeza
De que posso sorrir sem receio
Pois amo-te e sei que me amas também

Minhas palavras vem d'alma
São organizadas pela mente
Escritas pelas mãos
Sentidas por todo o meu corpo
Faço da escrita o meu mais profundo exercício
Pois nela está muito bem escondida
Meus sentimentos e razões de viver

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Um Inìcio

Nada de muita importância, apenas algo perdido que reencontrei hoje.

Um Início

Ariana pegou papel e caneta e por um instante ficou observando tudo que lhe rodiava. Olhou a casa, as flores, o céu, o sofá, sua mão e ele.... Olhou ele de um jeito tão profundo e puro, pena que ele nem notou e continuou os seus afazeres. Tudo bem, não foi uma olhar para se fazer notar, foi simplesmente um olhar de quem adimira alguém.
Antes de começar qualquer escrito, Ariana sempre realizava esse exercício, como escritora gostava de observar as coisas vivas, das mais simples as mais complexas, das mais insignificantes as mais importantes somente para parecer uma pessoa mais inteligente e sensível em suas letras.
Seria essa uma grande vaidade? Talvez, mas ela preferia encarrar como um simples habito.
Pegou papel e caneta e começou livremente a escrever o que pensava:
Estou trancada em uma grande casa que consegue ser menor que meu quarto, pois nela não consigo sentir-me só. Tudo é tão repleto de tua presença que não posso escapar de ti....e nem o quero.
Gosto de ficar observando a chuva ela sempre me trouxe tanta paz e agora também me trás alegria, pois ao cair enche de vida as flores amarelas. Pois é, acabo de lhes revelar um de meus segredos adoro flores amarelas.
Certa vez até tentei cultivar uma, ela era tão bela, chamava-se amor-perfeito, amarela com uma mancha roxa. Pena que na minha casa não bate sol, logo minha flor murchou e nunca mais quis brotar.
Por isso que essa casa me alegra tanto, nela tem flores, tem bastante luz e eu não preciso ser tão dura para parecer forte e preservar o mínimo de conforto que minha casa sem luz me proporciona.
Sabes, por vezes quando me pego diante de uma profunda reflexão torno-me distante, quase que melancólica. Certamente isto não quer dizer que eu esteja sofrendo ou descontente, somente me encontro dentro de mim mesma transitando por espaços escondidos adquirindo forças para os próximos passos.
Chegará o dia em que voltarei a minha casa e com a aproximação de tal data me preparo para enfrentar o que virá.
Mas por hora me preocupo em observar a chuva, a sentir a paz que é gerada dentro de mim e a sentir tua presença que mesmo parecendo, por vezes, tão distante me faz tão bem, pois me deixas livre
.

Dobrou a folha e a colocou de lado, levantou foi até o quarto e deitou-se ao lado dele. O moço curioso perguntou:
- O que era aquilo que estava escrevendo?
- Talvez possa ser o ínicio de um belo conto, mas por hora são só palavras jogadas.
Abraçou o rapaz, beijou-lhe e por instantes esqueceu dos problemas transformando os dois apenas em um casal numa casa iluminada.

terça-feira, janeiro 24, 2006

O Toque

Somente leiam, pois estes escritos me privam de qualquer explicação:

O Toque

Naquela noite nada foi dito, apenas olhavam-se mantendo certa distância.
Medo de um contato mais intimo?
Não, apenas confusão pelas palavras trocadas durante a madrugada inteira.
Agora estavam ali, um olhando no olho do outro esperando para ver o que iria acontecer.
Houve uma aproximação, um toque qualquer entre os dois,
como era bom sentir um ao outro novamente
Mesmo naquele simples gesto,
Sentia-se a calma até então procurada

Naquela noite se abraçaram, um abraço tão forte que parecia temer separação
Um abraço intenso demostrava loucura
Não que fosse um estado clinico grave
Era apenas a loucura que os sentimentos nos causam
Houve um beijo, um toque no rosto entre os dois
E foi bom de olhos fechados
Sentir que via teu rosto mesmo sem olha-lo

Naquela noite um toque provocou sensações profundas
Por momentos aqueles intantes duraram séculos
E por séculos sem fim te amei



Apenas mais uma reflexão

Sempre me questionei o que eu seria capaz de fazer por amor.
Sempre tive medo da resposta, pois maior que meu amor eram minhas privações para vivê-lo realmente.
Com mania de me achar poeta ( poetisa nunca me soou bem) me apeguei a solidão, esta parecia tão repleta de sensações novas e intensas que aprendi a viver pela metade.
Um ser programado para ser responsável, ser o melhor no trabalho, nos estudos, ser o mais belo. Mas que por conselho de seu pai nunca deixou lhe escapar a verdadeira alma, pena que está era guardada e limitava-se a não transparecer, seria um grande sinal de fraqueza mostrar-se então tão mulher...
Mas enfim, sou uma e nunca vou poder negar os meus anseios.

Por vezes me perguntei porque será que toda vez que eu amava esse meu amor se acabava, nunca entendi porque não conseguia odiar alguém que me fez sofrer. Agora eu sei o que houve, nunca de fato me entreguei de corpo e alma, buscava por um companheiro, mas não lhe dava companhia, sempre com a capacidade de estar do lado ao mesmo tempo que voando em outras direções.
Agora é tarde para pedir desculpas, por isso me resigno ao direito de não odiar, guardo o melhor de cada um, pois não fui capaz de mostrar o que de mais belo havia em mim a eles.
Tudo bem, não via com meus olhos, alias, nunca tinha sido capaz de ver com meus próprios olhos, via com os olhos da razão, sempre fui jogada em meio a fatos e não sentimentos.
É um tanto complicado adimitir a si mesma a perda de orgulho e de um apoio incondicional, de ver o que até então parecia sólido se desfazendo como dura pedra que foi vencida pela água...

Seria o começo de uma mudança?
Para falar a verdade não, nunca de fato precisei mudar o que sempre precisei foi de alguém que me fizesse enchergar com meus próprios olhos, alguém que me mostra-se que não é errado sentir nada, não é fraqueza mostrar-me aos outros como eu sou.Afinal, não vivo em meio a uma guerra para viver me defendendo dos ventos.
Deixo neste momento meu espirito de Dom Quixote, o cavaleiro andante, e me resigno a simplesmente ser eu mesma.

Sobre tudo isso só posso tirar uma ultima conclusão: Obrigada.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Conversando com as Paredes

Apenas uma breve narrativa sobre a incompreensão na qual vivemos e pela qual procuramos viver.

Conversando com as Paredes

- Eu sempre tenho razão, por que agora estaria errada?
- ....
-Sei, sei o que vão dizer, sou muito egoista, só penso em mim e no meu modo de ver as coisas. Uma pessoa como eu deveria ficar sozinha, você não acha?
- ...
- Por que será que você nunca me responde?
- ...
- Não, não me olhe com esse ar de mistério, com essa cara de interrogação. Odeio perguntas, não as faça, por favor.
- ...
- Isso não é verdade, não pode ser verdade.
-...
- PARA, por favor, PARA!!!
-...
- Adimito que eu posso ter errado, mas me diz, o que fazer agora?
- ...
- Não, ele não me ouviria, tenho certeza.
- ...
- Não adianta, eu perdi, sei que perdi e não sei o que posso ou devo fazer agora.
-...
- A morte, seria uma alternativa muito boa se não fosse meu filho, nosso filho...

( Silêncio, logo ouve-se um grito)

-Socorro!!! Me ajudem por favor.
-...
- Eu sei, não adianta mais gritar, já é tarde e ninguém presta atenção nos gritos alheios.
-...
- Seria essa uma solução?
-...
- Talvez, começo a acreditar que tudo isso possa terminar de um jeito diferente. Será que reinventar o fim seria uma boa idéia?
-...
- Tenho medo...
-...
- Eu sei, não devo ter. Já não adianta ter medo, sei que tenho que me acalmar e pensar em ações lógicas, só me de um tempo para que essa dor de cabeça passe.
-...
- Posso te pedir uma coisa?
-...
- Dorme abraçada comigo esta noite, estou precisando adquirir um pouco da tua força e sinto necessidade de ter alguma companhia.
-...
- Obrigada, você sempre será um grande amiga..

( A garota levanta da sua cama, encosta na parede, fecha os olhos e adormece, acalmando o espirito, adquirindo forças para um novo dia).