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segunda-feira, janeiro 16, 2006

Murmúrio e um Pequeno Fragmento - Cecília Meireles

Leiam as belas palavras dessa maravilhosa mulher, algumas distribuídas por seu belo poema "Murmúrio" e outras em um pequeno fragmento que estava perdido nas minhas mensagens de email:


Murmúrio


Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.


Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.


Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho – amor




"Há pessoas que nos falam
e nem escutamos,
há pessoas que nos ferem
e nem cicatrizes deixam
mas há pessoas que simplesmente aparecem
em nossa vida
e nos marcam para sempre."
( Cecília Meireles)

Um pouco mais de Neruda

Eu simplesmente tinha que postar este poema aqui, pois amo ele e desejo compartilhar essas belas palavras com todos.

Não te quero a não ser porque te quero
e de te querer a não te querer chego
e de te esperar quando não te espero
passa meu coração do frio ao fogo.

Só te quero porque é a ti quem quero,
sem fim te odeio, e com ódio te peço,
e a medida do amor meu, viageiro,
é não te ver e amar-te como um cego.

Talvez consuma a luz de janeiro,
seu raio cruel,meu coração inteiro,
de mim roubando a chave do sossego.

Nessa história só eu morro
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero, amor, a sangue e fogo.

Pablo Neruda

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Dois Amantes - Pablo Neruda

Um pouco da bela poesia de Neruda, sei que está parece um tanto quanto deprimida, mas gosto de suas palavras, até já a utilizei em um crônica que escrevi. Confiram a beleza de Neruda

Dois Amantes

Dois...
Apenas dois
Dois seres...
Dois objetos patéticos
Cursos paralelos
Frente a frente
...Sempre...
...A se olharem...
Pensa talvez:
"Paralelos que se encontram no infinito"
No entanto sós por enquanto
Eternamente dois apenas...

DOIS - Errante

Diálogo Com Meu Filho

Oferto essas palavras a um alguém que aos olhos dos outros ainda não existe, só que pra mim se faz a cada dia mais real.

Diálogo Com Meu Filho

Sabes,pequeno, tentarei ser a ti o que até hoje não consegui ser:
Eu mesma sem tanto orgulho.
Pretendo lhe ensinar a ser bom e a enxergar o que eu não fui capaz de ver.
Sei que seras puro e belo, apesar da concepção no erro, te farei ser meu único acerto.
Meu pequeno amor, peço a ti desculpas todos os dias por me encontrar tão deprimida te fazendo sofrer comigo.
Prometo que mais uma vez serei forte, por ti e para ti o serei. Pois vejo em você, que ainda nem conheço a face, o único amor puro e completo que em vida aceitei.
Não prometo que serás uma Princesa ou um Rei, só quero que sejas você livre e puro pedaçinho de meu amor.
Te aguardo ansiosa, pois sei que uma vez você em meus braços poderei voltar a ser feliz.
Vem, meu bem, lhe aguardo ansiosa desejando adimirar teus puros olhos a olhar dentro dos meus.

Sentença

Apenas a continuação do meu desespero do momento. Preciso escrever para recomeçar

Sentença

Medo...
Erro...
Sentença:

Encontrar-me sozinha
Um tanto vazia
Por saber que errei

Nunca mais sentir teu cheiro
Não poder ver teus olhos
Ou acariciar os teus cabelos
Enquanto adimiro teu sono

Viver no desespero
Da minha vida programada
Achando que me basta
Encontrar forças no orgulho

Tudo cinza...
Tudo Escuro...
Neste caminho que eu mesmo escolhi
Nãos estas sendo fácil seguir...

Sem Ti

Vendedor de Flores

Está poesia é somente um desabafo desse meu ser que busca respostas depois de saber que muito errou e que talvez não haja conserto para tais erros, mas sempre posso recomeçar

Vendedor de Flores

Minha última utopia?
Desejava encontrar uma flor,
mas em meio a tantos jardins
Nada achava a mim.

Seria minha alma cega
Ou incapaz de encontrar o belo?
Na minha desesperança
Encontrei-me mergulhada no inverno

No frio que castigava meu corpo
Encontrei você
Que gentilmente veio vender
A mim tantas flores de amor.

Não consegui enxergar em você
A beleza que emanava de tuas flores
Enterei todas na areia
Tornei minha alma cinza e feia

Como pude deixar as flores morrerem?
Você ir embora...
Resta-me agora
Só o medo e o vazio do erro.

Adeus...
Vá vender tuas flores em outras estações.

sábado, janeiro 07, 2006

Uma Pequena Reflexão

Quando será que é chegada a hora de falar?
Sempre tive dúvidas e respondia qualquer coisa perante essa pergunta, afinal, meu lema quase sempre foi calar. Calar por não saber o que dizer...
Quando é chegado o tempo de mudar?
Nunca tinha parado para pensar nisso, sempre achei que tudo estava bom do jeito que estava. Eu conseguia me interpretar, saber o que queria, por fim, julgava me conhecer por completo e sozinha me bastar.
Eis que encontrei o amor e com ele o desejo de não ficar mais sozinha.
Com ele também encontrei o desafio de falar, o desafio de mudar. Tive medo e por medo quase matei um sentimento tão puro, tão bonito...
Agora me encontro confusa, com vontade de falar, com vontade de mudar. Não sei ao certo por onde eu vou começar, Só sei que por você e pra você ei de ser melhor e menos só do que até então fui.

Moços e Moças, esse foi apenas um desabafo da minha alma, estou realmente tentando ser uma pessoa melhor. Espero conseguir e logo escrever a vocês novas histórias inspiradas na minha realidade, porém mais doces do que as que escrevi até então.